HQ do dia

Grayson #1

Dick Grayson: Ex-Robin, Ex-Asa Noturna, Ex-Batman, Ex-Defunto (leia Forever Evil). O sujeito mais “Ex-qualquer-coisa” da DC Comics agora volta à atividade como agente da Spyral, uma organização secreta de espionagem e neutralização de ameaças meta-humanas. Nesta edição de estréia somos apresentados a nova rotina de trabalho do Agente 37 (nome de campo do protagonista), sua parceira de trabalho Helena Bertinelli e o chefe da Spyral, o enigmático Mister Minus.

O argumento de Tim Seeley não tem nada de muito original. Grayson é um super espião e participa de uma missão de extração de um Russo gordo que tem uma armaGrayson_1 meta-biológica instalada no próprio corpo. Ele enfrenta alguns outros agentes (um deles mascarado e fantasiado, logicamente) em um trem trans-siberiano e retorna ao quartel general da Spyral. Nas cenas subsequentes ficamos cientes de que Grayson está secretamente em contato com um tal “Mr. Malone” (Que todo mundo já deduziu que é Bruce Wayne) e vemos que o tal Mister Minus tem um banco de dados com as identidades secretas de vários meta-humanos do Universo DC, incluindo o próprio Batman.

A arte de Mikel Janin é quase perfeita nesta primeira edição. Os desenhos são muito caprichados, a caracterização é precisa, as páginas e o enquadramento tem o impacto necessário, existe um cuidado extremo com cenários e anatomia. Minha única reclamação é que, em algumas cenas, a acrobacia é confusa e apesar da sequência de movimentos de Grayson ser bem feita, ela é um pouco difícil de acompanhar. Isso acontece especificamente na cena em que Grayson salta do trem com o Russo após o resgate. Mas no geral a arte é acima da média e muito adequada pra um título cheio de ação como esse.

Grayson 1 é uma boa leitura. Nesta edição de estréia o grande mérito de Tim Seeley não é fazer algo muito revolucionário. Seu mérito é sim pegar um personagem interessante e com um background muito bonito como Dick Grayson, retirá-lo do aquário que é o universo de Gotham e dar novos ares a ele. É muito legal ver um personagem desse calibre na DC agindo como um cidadão do mundo e espero que esse tom internacional meio James Bond se mantenha. Se a HQ continuar com essa premissa e essa qualidade de arte vale a pena acompanhar.

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