Diretamente das páginas de Era de Ultron, Guardiões da Galáxia e posteriormente Original Sin: The tenth realm (na qual a origem secreta de Angela é revelada) chega o novíssimo título solo da caçadora de demônios. Banida de seu reino de origem (chamado “Heven”) por conta de seus laços com Asgard e rancorosa em relação aos deuses nórdicos, a guerreira nesta primeira edição perambula pelo limbo carregando um misterioso fardo e buscando quitar dívidas do passado. Em seu rastro estão criaturas e seres de poder imenso no universo Marvel, e é aí que podemos ver realmente em que nível está Angela na Marvel em cenas épicas de batalha.
O roteirista Kieron Gillen não perde tempo com introduções desnecessárias (mesmo porque a personagem é apresentada e sua situação atual é contextualizada na página de
A arte em Assassina de Asgard remonta aos épicos medievais e fantásticos eternizados em publicações como Conan e na revista Heavy Metal. 80% do trabalho gráfico é de responsabilidade do já veterano Phil Jimenez com finalização de Tom Palmer e o que podemos dizer é que trata-se de uma fabulosa primeira edição visualmente. Angela transpira crueza, fantasia, imponência e grosseria na medida certa. Jimenez consegue retratar uma protagonista com vestimentas mínimas sem apelar para poses comprometedoras ou que explorem sua sensualidade de maneira muito exacerbada. Ao invés disso, o desenhista retrata Angela como um linda e brutal guerreira em quadros cheios de movimento e fluidez, fazendo um ótimo uso dos cabelos esvoaçantes e das fitas encantadas da assassina. O flashback citado anteriormente é desenhado Stephanie Hans e, apesar da clara diferença do estilo de arte da história principal, se encaixa perfeitamente para mostrar uma época passada. Hans, assim como Jimenez brinca muito com a movimentação veloz da personagem e temos uma fotografia belíssima nesta curta passagem.
A estreia de Angela em um título solo roteirizado por Kieron Gillen é surpreendentemente positiva. Temos uma história bem direta (apesar de não muito original), boas cenas de ação, uma caracterização interessante da personagem, diálogos que não entediam, um elenco de apoio que não ofusca a protagonista e a relação da guerreira com Asgard adquire uma faceta muito interessante de acompanhar. A arte é digna de divindades, com fotografia épica e quadros memoráveis. No geral uma primeira edição que diverte e abre muitas portas para o futuro desta nova personagem da Marvel.
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