Mais um título estreia esta semana na Marvel. Por demanda popular Doreen Green, a mutante Vingadora conhecida como Garota-Esquilo chega às bancas americanas com um dos títulos mais fofinhos da Marvel. Veja bem, “fofinho” quer dizer “fofinho” mesmo e neste caso isso pode ser uma faca de dois gumes. E geralmente não se quebram nozes com faca… (piada roedora).
A HQ tem argumento de Ryan North e a edição de estreia apresenta Doreen da maneira mais bacana possível, mostrando seu status atual na Marvel, seus poderes, o elenco de apoio (que é pequeno e marcante) e sua relação com os Vingadores de maneira simples, eficaz e muito divertida. Nesta primeira edição vemos o primeiro dia da Garota-Esquilo na faculdade e é lógico que em meio a mudança para
A arte de Erica Henderson já é a coisa mais “fofinha” sendo publicada pela Marvel atualmente. A HQ só falta cheirar àquela essência de morango vagabunda que empesteava as bonecas Moranguinho na década de 1980. Um trabalho artístico cuidadoso, extremamente caprichado, cheio de vida, humor e totalmente diferenciado da maioria dos títulos Marvel (É só olhar essa capa). O design da HQ é todo lindo e a colorização é totalmente cartoon. Logicamente se você acha que vai ver um traço super-heróico no estilo Steve McNiven ou Ivan Reis, esqueça! O estilo de Garota-Esquilo é diametralmente oposto ao traço super-heróico tradicional. E não tem nada de errado nisso.
A qualidade de Garota-Esquilo é indiscutível. Que isso fique bem claro. Temos aqui um roteiro divertido, de fácil compreensão e bem leve; uma arte que se encaixa mais do que perfeitamente na proposta do título e protagonistas adoráveis do início ao fim. No entanto, isto aqui não é pra todo mundo ler. Se você quer violência, sangue, piadas sarcásticas, homens musculosos movendo montanhas e vilões mais feios que abraçar a mãe com uma ereção não compre Garota-Esquilo pois vai achar bobo e infantil. Se você é um leitor indie e acha que estará embarcando na mais nova Ms. Marvel também não se engane, Garota-Esquilo não é nem um pouco “cabeça”, “reflexiva” ou qualquer outro adjetivo “frapuccininano” desses. Temos uma boa leitura para um público bem específico. Se você não se encaixa nos parâmetros e acabou curtindo a HQ, ótimo. Pois o mercado atualmente anda carente de título como este.


