Após o resgatar Dawn Greenwood do epilético planeta Impericon, derrotar o “Incrédulo Zed” e devolver o coração a Rainha do Nunca, Norrin
Após um primeiro arco sensacional, nesta edição Dan Slott começa a cimentar a relação entre Dawn e o Surfista. O roteiro deste número é uma das coisas mais “fofinhas” e deliciosas que li na Marvel este ano. Slott não tem o menor pudor em escrever uma história nos moldes de “meet the parents”, na qual Norrin Rad é um convidado na pousada do pai de Dawn e conhece o elenco terrestre de Anchor Bay. As cenas na pousada são divertidíssimas e apesar de não termos ação quase que nenhuma nesta edição isso acaba sendo um fator positivo, pois os leitores mais novinhos tem um pequeno resumo da relação entre o Surfista e nosso planeta. Além disso a pequena participação dos Guardiões da Galáxia nesta edição é muito bem vinda e ainda temos de quebra a presença de dois Defensores originais na nova trama que se inicia.
A arte de Michael e Laura Allred é a coisa mais agradável para os olhos sendo desenhada atualmente na editora. Minha sincera vontade é que esta equipe pudesse desenhar todos os títulos que leio atualmente. O elenco todo é lindo e diferenciado entre si, as cenas (sejam espaciais, na pousada ou na praia de Anchor Bay) são lindamente concebidas, executadas e colorizadas e o ritmo narrativo é apaixonante. Não tenho como elogiar mais este tipo de arte sem ficar redundante. É tudo perfeito.
Silver Surfer 4 é mais um triunfo da Marvel. Dawn Greenwood é uma das personagens femininas mais fortes e encantadoras criadas na editora nos últimos 30 anos (e ela não tem super-poder ALGUM). Esta é a minha mensal favorita da editora atualmente. Uma HQ simples, divertida ao extremo, muito bem escrita e ilustrada, despretensiosa e cheia de energia positiva. Seja nos confins do espaço ou em algum lugar aqui do nosso planeta azul, é este tipo de HQ que me motiva a acreditar na indústria de quadrinhos e na capacidade dos profissionais do mercado hoje em dia.


