Exatamente há um ano, surgia no mercado a primeira HQ lançada pelo então vereador de São Paulo e ex-comandante do 7ºBPM/M que também foi membro das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar – a ROTA (Tropa de Elite da polícia militar do estado).
Essa HQ trazia em sua capa o título de “Duas ocorrências policiais inéditas” e por de trás dela algumas polêmicas e até mesmo a suspeita de uso de dinheiro público noticiada pelo G1, para a confecção da sua primeira história em quadrinhos.

Nesta HQ intitulada de “A morte de um herói”, Telhada conta uma de suas histórias enquanto era comandante do 7º BPM/M e uma outra do Tenente da ROTA chamado Mendes Jr. Ambas as histórias são reais e foram apresentadas de forma simples, mas acredito que tiveram um ótimo trabalho de pesquisa, cada uma delas ao final possui o recorte de jornal que noticiou o caso.
Essas histórias tem pouco aprofundamento de roteiro, ou seja, são histórias vagas. Talvez por conta da quantidade de páginas não foi possível realizar um trabalho mais amplo e que pudesse fazer do leitor um grande espectador, e não apenas uma leitura corrida de um fato que fez parte da vida do autor.
Os balões de diálogos são enormes e tomam um espaço desnecessário em cada quadro, os argumentos tomam conta de 90% da HQ, o que pode justificar um pouco dessa questão de falta de profundidade no roteiro. Mas os desenhos são muito bem feitos e ao menos isso deixa a história em quadrinho com um ponto de destaque.
Apesar do cunho político e por parecer mais uma cartilha que mostra como o trabalho da polícia é exemplar, do que uma história em quadrinho que pretende cumprir os papéis de contar histórias, entreter e deixar uma mensagem. Para mim uma HQ precisa de apenas duas coisas. Contar uma boa história e te envolver nela. Algo que era mais do que o esperado que este segundo volume das histórias do Coronel Telhada, assim como deve ter sido no primeiro, não conseguiria.
Apesar de não concordar com o velho chavão de “Bandido bom é bandido morto”, Telhada termina uma das suas histórias num discurso em plenário na câmera de São Paulo com um outro chavão de um policial – “Se tiver que chorar uma mãe, que chore a mãe do bandido”. Ou seja, só esta cena por si só, justifica o cunho político da história em quadrinhos criada por Telhada.
Coronel Telhada em quadrinhos – A morte de um herói tem 52 páginas e custa o valor de R$8,00 e foi lançada na maioria das bancas em maio de 2015.



