Os “adultos” da Nova Escola Xavier para jovens dotados estão fora (como visto em Uncanny X-Men, Ciclope e os demais estão na Escola Jean Grey acompanhando a 
O roteiro de Brian Michael Bendis é totalmente focado no conceito do “deslocamento” novamente (Pra quem não se lembra este título começou desse jeito) e escrevendo este tipo de história com um elenco jovem e pequeno o autor sabe o que faz. A leitura é rápida, descomplicada e os diálogos em todas as cenas são divertidíssimos. Bobby Drake é um bobalhão adorável, X-23 protagoniza as melhores cenas de ação da edição e o encontro entre Jean Grey e Miles é uma delícia de ler. Em termos de fluxo narrativo esta edição não anda muito. O que temos aqui são os X-Men novinhos somente tentando entender onde estão e o que vão fazer. Mas isso não deixa de ser uma leitura agradável.
Os desenhos aqui são de Mahmud Asrar. Temos boas cenas de ação com Warren e Laura e uma arte que não compromete durante o decorrer da leitura. Asrar parece que bebe na fonte de Stuart Immonen e tanto no design quanto no enquadramento e expressões o artista tenta não fazer nada muito diferente do desenhista anterior do título, o que é bom. No entanto Immonen ainda é superior a Asrar e senti uma leve queda na qualidade de arte nas duas últimas edições de ANXM. Nada que comprometa a leitura no entanto.
Nào dá pra negar que a presença marcante de Miles Morales em All-New X-Men #32 é o destaque desta edição. Mesmo contracenanado com um ícone como Jean Grey, o jovem domina em todas as cenas em que participa. Bendis sabe disso e explora muito bem o personagem, fazendo dele um espécie de guia do Ultiverso nesta edição. A premissa aqui é bem manjada e parece que estamos lendo uma história da década de 1980 repaginada para os anos 2010. Mesmo assim graças aos diálogos certeiros do autor, sua intimidade com este elenco adorável e uma arte que consegue manter as páginas interessantes esta edição é uma leitura casual, mas muito divertida para fãs dos X-Men. A Marvel caminha a passos largos para uma unificação concisa dos personagens de seus múltiplos universos e esta edição é uma prova de que é possível escrever boas histórias entre personagens de universos distintos sem confundir os leitores.


