Mad Max: Estrada da Fúria (2015)

Ação, poeira e Woman Power

Nos últimos anos, o cinema tem tentado manter franquias que fizeram muito sucesso no passado, ativas para uma nova geração de espectadores. Existem produções excelentes feitas do zero, mas temos uma seção especial no supermercado de blockbusters dedicada à remakes, reboots ou coisa que o valha.

O novo Mad Max chegou para mostrar que uma franquia pode ganhar uma nova roupagem sem perder a sua essência. Em A Estrada da Fúria, o diretor George Miller nos levou ao ano de 2060, onde a maioria dos recursos estão na estaca zero. Isso inclui comida, água e GASOLINA. O ex-policial Max Rockatansku (Tom Hardy) está num mundo pós-apocalíptico tentando sobreviver a todo custo. As coisas pioram quando ele é capturado pelos capangas de guerra do tenebroso Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), o cara que governa a Cidadela, uma das poucas civilizações do longa.

Mad Max: Estrada da Fúria | Ação, poeira e Woman Power

Numa velocidade impressionante, Max se envolve numa rebelião liderada por uma mulher chamada Furiosa (Chalize Theron), que tenta se desligar da ditadura de Immortan. Para isso, ela parte para a terra onde nasceu, chamada de Vale Verde, e leva consigo as esposas/escravas do grande vilão.

O enredo do filme é abastecido com top fuel nitro metano em cada cilindrada. A pegada é muita rápida, não existe tempo para respirar, o deserto não tem fim e os bárbaros vão, a todo custo, atrapalhar a vida dos protagonistas. George Miller estudou cada movimento, cena, tomada e colocou, com maestria, as referências necessárias para tornar este novo filme à altura da franquia. Logo nos 20 primeiros minutos você vai sentir o que virá pela frente, e pode se preparar, pois as cenas de ação, juntamente com uma trilha sonora impactante, vão manter o espectador ligado do começo ao fim.

Mad Max: Estrada da Fúria | Ação, poeira e Woman Power

A trama é pesada, foi a primeira vez que vi um universo pós-apocalíptico tão diferente do que estamos acostumados a ver – o gênero distópico tem se tornado bem comum ultimamente. O deserto é quem manda e, talvez, seja o grande protagonista. Miller também assina roteiro e produção, isso já indica o quanto ele se dedicou em transformar esse filme num grande espetáculo cinematográfico.

Mad Max: Estrada da Fúria | Ação, poeira e Woman Power

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Chalize  Theron  está sensacional. A cada cena, a sua entrega e dedicação neste trabalho ficaram nítidas. Está nela e nas demais mulheres do longa, toda a força, garra e peso dramático que o filme possui. Hollywood finalmente entendeu que é necessário colocá-las em evidência, mostrar a diversidade e a igualdade de gêneros, que muitos e muitas lutam até hoje para se tornar cada vez mais comum.  O diretor aproveitou bem essa premissa e mostrou todo o poder  e a responsabilidade que elas carregam nas costas durante os 120 minutos de filme.

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O trabalho de Tom Hardy também está excelente, apesar das poucas falas e do timbre de voz muito parecido com o do Batman, o público não sentirá falta alguma de Mel Gibson. Hardy está determinado e focado em ser um Max convincente. A credibilidade é passada  ao espectador, e o resultado é de superar as expectativas.

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Hugh Keays-Byrne faz um vilão expoente neste filme Ele é assustador, tenebroso, ditador, sádico, maníaco e qualquer outro adjetivo desta natureza que caiba aqui está valendo.

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Mad Max: Estrada da Fúria tem torque de V8, traz uma fotografia robusta e uma edição condizente com a dinâmica proposta no longa. A trilha sonora dá o tom e a harmonia necessária para você se sentir cada vez mais dentro do filme. Recomendo ver em IMAX e, após a sessão, verifique a sua poltrona para checar se não caiu um pouco de areia nela.

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Se você não assistiu nenhum dos filmes clássicos não terá problema algum em ver o novo Mad Max. A essência é a mesma, mas não traz nenhuma ligação direta com eles. A conclusão que tiro da experiência em assistir essa obra, é que temos aqui um dos maiores filmes de ação do ano.


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