G.B.F. (2013)

Sair do armário nunca foi tão divertido!

G.B.F. (sigla de Gay Best Friend) é um filme de 2013 dirigido por Darren Stein (Um Crime Entre Amigas). A história gira em torno da guerra social de uma escola e é semelhante ao filme que assistimos e adoramos: “Meninas Malvadas”. Porém de uma forma bem mais criativa.

Dois rapazes gays do ensino médio percebem que devem se tornar melhores amigos das meninas mais populares da escola para melhorar seu status social. O problema é que nenhum deles saiu do armário ainda.

Tanner Daniels (Michael J. Willett) é um amante de HQs, tímido e inteligente. Ele e seus amigos vivem numa escola dominada por três garotas que disputam o controle e o título de “Rainha do Baile”. Caprice Winter (Xosha Roquemore) uma beldade negra e megera por vocação; ‘Shley Osgoode (Andrea Bowen) uma doce e tola mórmon que comanda os religiosos; e Fawcett Brooks (Sasha Pieterse) a insensível, loira e gostosa da escola.

G.B.F. (2013) | Sair do armário nunca foi tão divertido!

Brent Van Camp (Paul Iacono) é o melhor amigo de Tanner e não está nada satisfeito com a situação desfavorecida deles. Ele decide se tornar o primeiro homossexual assumido do seu colégio para chamar a atenção das meninas populares. Paralelamente elas também buscam desesperadamente um melhor amigo gay, pois segundo a revista da vez, um G.B.F. é tudo o que uma mulher precisa para reinar.

Sabe aquela história de que toda diva merece um amigo gay deslumbrante? Pois bem, isso é verídico em G.B.F. Além disso, o filme traz inúmeras referências a filmes adolescentes de outras décadas:

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Inicialmente G.B.F. parece um filme bem bobo e só quando a trama desenrola é que nos chocamos com sua tamanha criatividade e tato ao abordar a temática. Graças a um descuido numa rede social (semelhante ao Tinder) , Tanner acaba assumindo a homossexualidade antes de Brent para a escola. O plano vai por água abaixo.

Então… A caçada de G.B.F. começa! Caprice, ‘Shley e Fawcett movem céus e estrelas para conquistar a amizade dele, mostrando o pior e o melhor lado de cada uma. O pobre Tanner vira um fantoche nas mãos delas.

Um filme sobre aceitação, G.B.F. parece apenas mais uma história teen, mas logo percebemos que o longa conta a difícil e libertadora tarefa gay: sair do armário e se desprender dos rótulos que a sociedade prega.

Somos introduzidos à rotina familiar de Tanner e Brent. A família de Tanner é de poucas palavras, típica “mamãe prepara seu lanche querido”. Já a de Brent é completamente alternativa, com uma mãe muito coruja que sabe que o filho é gay, mas se limita a lançar indiretas sobre o assunto, sem abordá-lo de fato. Como em uma cena onde ela entra no quarto, vê os dois conversando e diz “volto daqui uma hora, aproveitem meninos”.

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Um quer sair do armário publicamente, mas não consegue encarar a mãe, enquanto o outro é exposto, mas não queria que isso acontecesse tão cedo. Tanner se indigna, pois Brent não se assume mesmo com a mãe sabendo e esquece que não importa quantas pessoas saibam que você é gay, é você quem deve se aceitar e saber (acima e antes) de todas elas!

Uma comédia com assunto sério. Tanner é cobiçado por todas as meninas como amigo, mas nada disso é por sua personalidade e sim pelo fato dele ser gay. Esse é problema realista, já que as pessoas tendem a confundir e esquecer que o fato de uma pessoa ser gay não a obriga a seguir padrões.

O legal dessa história é que, assim como eles, as meninas mostram que são muito mais do que os rótulos que carregam, ou seja, todos nós temos um armário, onde escondemos o que verdadeiramente somos. Caprice faz a linha megera, não mede esforços e palavras para se expressar. Fawcett é vista como uma patricinha fútil, mas na verdade é inteligentíssima. Já ‘Shley é a mórmon menos mórmon da face da Terra, que além de ser meio boba e bondosa, tem um namorado (também mórmon) que acredita ser heterossexual, mas está a todo o momento tentando algo a mais com os rapazes.

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Uma forma madura e divertida de retratar as dificuldades sobre “sair do armário”. Nada de “arrasa bee” ou “aloka” no meio da frase. Não temos personagens gays forçados nessa trama, somente dois jovens comuns e divertidos. Em Tenner vemos a força da transformação proporcionada pela aceitação (dele mesmo), inclusive em seu estilo. Já Brent varia entre idolatria pela Lilo (Lindsay Lohan) até sua forma sutil de se mostrar lindo, amigo e afeminado – porque isso não é problema nenhum!

Nos personagens secundários ainda temos Sophie (Molly Tarlov) uma revoltada ativista e Gleen (Derek Mio) um hetero mais afetado que tudo. Natasha Lyonne (OITNB) dá o ar de sua graça no filme interpretando a orientadora Ms. Hoegel, além da cantora Jojo como Soledad, uma líder estudantil que tem um grupo que procura ajudar os alunos gays a saírem do armário.

G.B.F. (2013) | Sair do armário nunca foi tão divertido!

A trilha sonora de G.B.F. inclui músicas de “Hi Fashion” & “Veva”. O filme recebeu a classificação R no (MPAA) por “Por Referências Homossexuais” ou “Muitas Cenas de Beijos de Adolescentes Gay.” O diretor Darren Stein respondeu à classificação:

“Eu olho para a frente a um mundo onde os adolescentes gays possam expressar seu humor e desejo, isso em um filme adolescente, onde a diversão não fique marcada com uma advertência.”

Acima de tudo, G.B.F. é um filme sobre aceitação. Seja ela religiosa, sexual, amorosa ou de intelecto. Vemos uma história divertidíssima, bem elaborada e repleta de ensinamentos nas entrelinhas. Se eu recomendo? Mais do que isso, eu aplaudo!

G.B.F. está disponível na Netflix.


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