O que será do mundo quando as energias não renováveis acabar? Quais serão os limites para o homem buscar uma nova fonte? Que mundo teremos no futuro? Estas são algumas perguntas que Makoto Yukimura tenta responder na sua obra de ficção cientifica chamada Planetes.
Planetes é um mangá que começou a ser publicado pela Panini Brasil no primeiro semestre de 2015, são quatro volumes ao todo que completam a série que de lá para cá eles foram lançados bimestralmente. Planetes tem autoria de Makoto Yukimura, mesmo autor de Viland Saga, e foi publicado no Japão na revista seinen Morning de 99 até 2004. Além do mangá existe também um anime de 26 episódios exibidos entre 2003 e 2004.

Se esses dejetos não forem devidamente recolhidos, graves acidentes podem acontecer com naves que fazem a rota TERRA-LUA. E foi exatamente isso que aconteceu com a nave Alnail-8 logo no inicio do mangá, momento que dá o start para a envolvente história de Planetes.

Planetes é dividida em cinco capítulos e no inicio de cara um deles nós somos contemplados com algumas paginas coloridas. Eu vou começar falando do projeto editorial deste mangá, pois isso me chamou muita atenção. Como eu expliquei na resenha de Knights of Sidonia, estou focado em conhecer um pouco mais do que a cultura pop oriental tem produzido para o mundo. Resolvi pegar algumas edições de mangás para ler e resenhar para o leitor do PL. Desta forma, eu vou notando a diferença do projeto gráfico e editorial de cada um deles. Um ponto mais do que positivo, vai para o projeto editorial de Planetes. A primeira edição tem capa cartão com verniz localizado, orelhas com notas e sinopses sobre a obra, algumas paginas coloridas e uma arte muito, mas muito coesa e fluida. Além disso, conta com uma tradução e adaptação muito bem feita e montada quadro a quadro sem poluir, atrapalhar ou se fazer incompreendível. O pessoal da Panini manteve os termos originais e muitos científicos no roteiro e também deixou no final do mangá, um glossário explicando todos eles de forma minuciosa para não deixar dúvidas pairando a mente do leitor. O único problema disso, é que ele fica no final e não começo. Então você lê a obra inteira para saber bem depois que ele existe.
O mangá tem uma arte que me impressionou muito. Em dado momento você esquece que está lendo um mangá de tão limpa e detalhista que ele é. Cada enfoque da cena em alguns quadros, a captação das emoções dos personagens e até mesmo os “efeitos especiais” estão perfeitos. As onomatopeias funcionam, e finalmente eu tive a sorte de logo no segundo mangá que estou lendo este ano, encontrar personagens com expressões características da cultura pop oriental. Aquelas expressões espalhafatosas e exageradas que me lembram muito o jeitão do Kuwabara de YuYu-Hakusho.
O mangá tem um roteiro envolvente, Makoto soube nos transportar para Planetes de forma bem tranquila, sem atropelamentos, sem correria, sem forçação de barras ou conflitos que não acrescentam em nada à trama. A leitura de Planetes é prazerosa e a cada capitulo você vai se identificando com os personagens e imergindo no mundo proposto por Makoto. Não enxerguei qualquer furo de roteiro ou problemas que trouxessem algum incomodo. Tudo é muito bem dividido o que faz a narrativa ser harmoniosa.
Planetes é um mangá que foge de grandes lutas com monstros alienígenas no espaço, é um título que aborda muito mais o lado crítico e humano da evolução da nossa espécie e como nós lidamos com novos problemas, num novo mundo com novas fontes de energia, novas doenças, uma nova sociedade e etc. Do que a necessidade de transformar alguém em um guerreiro escolhido para salvar o planeta. Planetes mostra que não existe empecilhos para a evolução humana e nem limites para a vontade no espaço sideral.
Planetes tem um total de quatro volumes e a coleção já foi concluída no Brasil.







