“Post Trauma” é aquele game que em primeira instância eu teria dúvidas se realmente jogaria. Porém, o que me fez realmente se interessar por ele, foi a Red Souls Games, estúdio desenvolvedora do jogo.
O game que começou como algo independente sendo feito na Unreal Engine 5, ganhou visibilidade e crescimento em sua equipe dando esperança para sua chegada rápida ao mundo. E agora em 2025, fomos presenteados com um puzzle de terror que pode surpreender a todos que tiverem a possibilidade de jogar.
“Post Trauma” acompanha esse segurança que acorda em meio ao caos no melhor estilo “Silent Hill”. O ambiente sombrio tem metrô com manequins que parecem ganhar vida ao lado de criaturas monstruosas transformando a experiência num grande pesadelo. Roman, nosso protagonista, não é o único personagem da história, mas é único que importa, já que o restante acaba sendo deixado de lado. Não sei dizer se por escolha de roteiro ou se foi um desleixo da produção.
Nele, você deve explorar uma realidade aterrorizante e distorcida, que constantemente desestabiliza tudo ao seu redor à medida que a história se desenrola. Supere seus medos com enigmas no estilo escape room, observando cuidadosamente o ambiente. Conforme você se aprofunda no desconhecido, desvende os mistérios do lugar, em busca de verdades ocultas – tudo isso enquanto luta para sobreviver.
Claramente o foco é a experiência imersiva que o game proporciona ao jogador, trazendo também puzzles que deixam a gente maluco mas que torna tudo melhor, obrigando o jogador a explorar e ter papel e caneta em mãos durante vários momentos – e pelo menos foi assim que joguei.
Em muitos momentos me senti em “Silent Hill”, aguardando um Pirâmide Head surgir no meu caminho ou quem sabe as enfermeiras enfaixadas que eram assustadoras. Todo o estilo survival acaba trazendo um sentimento de nostalgia de games anos 2000, no qual os puzzles podem ser um grande desafio e os gamers leite com pêra talvez sofram ao jogar. Porém, é isso que tornará a experiência mais divertida e desafiadora.
A direção artística do game é espetacular, me lembrando um dos recentes que joguei que foi “The Medium”, da Bloober Team. Isso mostra que o baixo orçamento não quer dizer nada se a equipe que está por trás apresenta um ótimo trabalho e dedicação, mesmo que sejam apenas três ou quatro pessoas envolvidas.
O ambiente, cores e formato de gráficos usados conseguem te deixar desconfortável enquanto joga, principalmente na escolha de movimentação de câmera usado junto com o personagem, me lembrando “Resident Evil” e o próprio “Silent Hill”. No qual, a câmera gira após o personagem chegar em certo ponto daquele campo nos deixando um pouco “no escuro” sobre o que tem a frente ou que pode surgir.
A única coisa que talvez realmente tenha me deixado incomodada foram as movimentações de combate, que em muitos momentos falham ou até mesmo são um pouco lentas. Então alguns momentos que atacamos parece que demora para ter uma resposta e o desvio da criatura acaba ocorrendo o mesmo, principalmente se estamos nos movimentando ao mesmo tempo e ficamos presos em algo.
“Post Trauma” é um game que não explode cabeças, mas que te diverte – e deixa com raiva – em suas sete horas de jogatina (duração pode depender do desempenho de cada jogador). Para os que gostam de desafio será um ótimo game para passar o tempo. Já os gamers mais novos talvez sofram necessitando de vídeos no YouTube para prosseguir, o que é uma pena, perdendo uma oportunidade que poucos games hoje trazem para seu público.




