Anunciado ainda em 2020 e cercado por um longo período de incertezas, ‘Pragmata’ chega em 2026 como uma das apostas mais ousadas da Capcom em uma nova propriedade intelectual. Fugindo das franquias consagradas, o game promete misturar ação, estratégia e narrativa em uma experiência que parece tão intrigante quanto estranha, no melhor sentido possível.
Ambientado em uma estação de pesquisa lunar abandonada, o jogo coloca o jogador no controle de Hugh, um astronauta, e Diana, uma androide com aparência infantil. Juntos, eles precisam sobreviver a um ambiente dominado por uma inteligência artificial hostil, enquanto tentam encontrar um caminho de volta à Terra.
Jogabilidade: ação com cérebro
O grande diferencial de Pragmata está na sua proposta de gameplay “dupla”. Aqui, não basta apenas atirar: é preciso pensar.
Enquanto Hugh cuida do combate direto com armas e mobilidade, incluindo uso de jetpack, Diana entra como peça-chave ao hackear inimigos e sistemas. Esse sistema funciona quase como um minigame em tempo real, abrindo brechas nas defesas dos robôs para que possam ser derrotados.

Essa combinação cria uma dinâmica única: o jogador precisa controlar os dois personagens simultaneamente, equilibrando reflexo e estratégia em combates que prometem fugir do convencional.
Universo sci-fi diferenciado
Se tem algo que chama atenção em Pragmata é sua estética. A Capcom aposta em cenários que parecem “gerados por IA”, com distorções visuais e elementos propositalmente fora do lugar, criando um clima inquietante e quase surreal.
Essa escolha não é só visual: ela reforça a narrativa e o tema central do jogo, que gira em torno de tecnologia, inteligência artificial e percepção da realidade. O resultado é um mundo que não só parece hostil, mas também desconfortavelmente artificial.
Narrativa e relacionamento
Apesar da ambientação sci-fi pesada, o coração de Pragmata parece estar na relação entre Hugh e Diana. Tudo indica um foco emocional forte, com a interação entre os dois sendo essencial não só para o gameplay, mas também para a construção da história.
Isso coloca o jogo mais próximo de experiências narrativas modernas, onde conexão entre personagens tem tanto peso quanto a ação.

Se tudo o que foi mostrado até agora se confirmar, Pragmata tem potencial para ser uma das experiências mais originais da Capcom nos últimos anos; sci-fi com identidade própria (e bem esquisita); e gameplay que exige mais do que só habilidade, mas também estratégia.
‘Pragmata’ é aquele tipo de jogo que pode dividir opiniões. Sua proposta não parece feita para agradar todo mundo e talvez seja exatamente isso que o torna tão promissor.


