Resenha – Gantz

Que a caça aos aliens comece

E se você morresse e tivesse uma “segunda” chance na vida? Porém, com a condição de caçar alienígenas? A ideia de Gantz é basicamente essa. É um mangá criado e escrito por Hiroya Oku e publicado pela revista Weekly Young Jump e toda a arte foi feita por computação gráfica unidas aos desenhos manuais, o que é facilmente visível, pois os traços são excelentes! Devido ao sucesso recebeu uma adaptação em anime de 26 episódios se somar a segunda parte, intitulada de “Gantz Second Stage”, que é considerada uma das piores adaptações feitas até hoje, por fugir totalmente do contexto do mangá. Este, por sua vez, tem um total de 383 capítulos, como uma história muito, mas muito envolvente e um filme em live-action.

Focada no jovem Kei Kurono de 15 anos, logo no primeiro capítulo acaba por morrer atropelado pelo metrô no Japão. Embora sempre fosse um rapaz inseguro, na dele e pervertido, ao voltar da escola se depara com um mendigo bêbado caindo nos trilhos do metrô. Nesse momento, Masaru Katou – amigo de infância do protagonista e que, por um acaso, estava no mesmo local naquela hora – se adianta e tentar salvar o pobre homem, só que sozinho não dá conta. É então nesse momento que Kurono, relutante, resolve ajudar e salvam com sucesso o mendigo, entretanto, é tarde demais para saírem dos trilhos e os dois morrem juntos por uma causa “nobre”. O mais curioso é que após morrerem, ambos são transportados para uma sala com uma esfera negra no centro, junto de outras pessoas. Ao tocar uma música conhecida no Japão, a esfera se abre e revela um arsenal de potentes armas e uniformes, dando uma missão para cada um: sobreviver a um jogo de caça à alienígenas!

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O nome “Gantz” vem da esfera central da sala. Nela existe um ser aparentemente humano que vive dormindo e não reage a nada, não mexe sequer um milímetro. Seu funcionamento é simples: quando uma pessoa morre, uma cópia dela é levada para a sala e salva no seu banco de dados. Ali lhes é revelado, então, o motivo de estarem ali e as regras do jogo, afinal, ninguém caçaria aliens a bel prazer, sem uma devida recompensa, certo? Cada um possui um microchip inserido dentro do cérebro, que explode caso passem de uma determinada área durante essa “caçada” aos monstros na cidade ou contem a alguém sobre o que acontece. E o mais curioso é que o Gantz não existe só no Japão! Ele vai além, por todo o mundo, então o número de “caçadores” é muito grande, se comparado ao grupo japonês. Essas pessoas têm uma segunda chance de viver, porém, caçando, sobrevivendo em um jogo sanguinário e extremamente perigoso, no qual tem seu devido propósito: salvar a Terra de uma ameaça maior. Além disso, ao matar alienígenas, os “participantes” do jogo acumulam pontos. Chegando aos 100, eles têm 3 opções: 1- Tornar-se livre do jogo e ter suas memórias relativas a ele apagadas; 2- Ganhar uma arma superpoderosa e potente, continuando no jogo; 3- Ressuscitar alguém do banco de dados do Gantz. Ao longo da série, personagens únicos surgem e fazem da história ainda melhor.

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De modo geral, é um seinen bem pesado e muito intrigante. Sua história prende o leitor de uma maneira inexplicável e o mais importante: não tem censura alguma no mangá. Então, muitas cabeças rolam, muitas explosões das armas de pressão superdesenvolvidas, espadas que esticam, socos que destroem órgãos, membros amputados, nudez e por aí vai, então vale lembrar que é um mangá voltado necessariamente para o público mais velho. Confesso que li todos de uma vez, pois a cada leitura a motivação de ler o próximo capítulo te consome, por isso não nego ser um dos melhores mangás que li. Resta esperar que surja uma adaptação mais fiel ao mangá um dia e que o sucesso imenso feito por ele se torne mais evidente com um anime bem feito.

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