Resenha – Ao No Exorcist

O legado e vida de um exorcista

Ao No Exorcist, também conhecido como Blue Exorcist, é uma série de mangá escrita e ilustrada pela mangaká Kazue Kato. A obra vem sendo publicada na Jump Square, revista mensal da editora Shueisha, desde abril de 2009. No ano de 2011 a franquia recebeu uma adaptação em anime com 25 episódios pelo estúdio A-1 Pictures. E é exatamente sobre o anime que esta resenha se trata.

O mundo, em Ao No Exorcist, consiste em duas dimensões adjuntas uma a outra, como um espelho e seu reflexo. Uma é o mundo onde os humanos vivem, Assiah. A outra é o mundo dos demônios, Gehenna. Originalmente, uma viagem entre os mundos, ou mesmo um contato entre eles, é impossível. Entretanto, qualquer demônio é capaz de passar à dimensão de Assiah através da possessão de um ser vivente na mesma.

Em contrapartida, existem aqueles chamados de exorcistas, que são pessoas que treinam para destruir demônios que agem de maneira prejudicial em Assiah. Com mais de dois mil anos de existência, esse grupo possui diversas filiais em todo o mundo, estando secretamente sob comando do próprio Vaticano e agindo de maneira subterfugiosa às massas.

Resenha – Ao No Exorcist | O legado e vida de um exorcista

A história de Ao No Exorcist nos apresenta Rin, filho de Satã que, ironicamente, quer se tornar um exorcista para destruir o seu próprio pai. Juntando-se ao seu irmão exorcista Yukio, Rin se torna estudante da True Cross Academy, ministrada por Mephisto Pheles. Logo somos apresentados aos demais personagens que fazem parte da aventura contada no anime, sendo eles: Shiemi, Izumo, Shima, Bon e Miwa.

Cada um desses personagens possuem, obviamente, seus próprios motivos para se tornarem exorcistas e isso acaba os colocando na história de Rin de forma interessante, transformando o anime em uma história unidimensional que vai além do protagonista principal.

Resenha – Ao No Exorcist | O legado e vida de um exorcista

Ao No Exorcist surpreende ao abordar uma temática interessante, mas de uma perspectiva divergente do que naturalmente é expressado, sendo esta uma visão mais humana das coisas. Desde as interações entre os personagens e seus aspectos individuais, até a interpretação dos demônios que quebram o “preto no branco”, o anime consegue lidar de forma agradável com questões que, em algum momento da vida, o telespectador já teve que lidar.

O anime consegue, também, apresentar um roteiro que se mantém no ritmo e que não cai de nível de qualidade, trazendo consigo doses ideais e na medida certa de humor, ação, emoções, sentimentalismo, questões ideológicas e filosóficas, amizade e até mesmo conceitos de “humanidade”. Ao No Exorcist é o conto sobre o legado e vida de um exorcista que luta não só contra os demônios do mundo exterior, mas também contra os seus próprios demônios.


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