Resenha – Air Gear

O céu não é o limite

Já pensou poder “voar” utilizando patins? Tá, não patins “patins” em sua essência, mas um acessório que é basicamente modelado usando como base? Pois é, essa é a premissa que o anime/mangá Air Gear do poderoso e ilustríssimo Oh! Great (autor do renomado mangá Tenjou Tenge) traz aos leitores e fãs de seus títulos. A série foi publicada na revista semanal Weekly Shonen Magazine em 2002, onde terminou 10 anos depois, em 2012. A adaptação em anime foi criada pela Toei Animation e foi exibida pela TV Tokyo, durando 25 episódios. “Mas Bruno, por que eu me animaria a assistir um anime de patins tunados?” Eu vou explicar e certamente você vai entender o porquê desse anime/mangá ser tão espetacular, principalmente por ser bem longo e ter muita história interessante contida.

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A série conta a história de Minami “Ikki” Itsuki, um jovem de 13 anos, estudante e um tanto quanto delinquente para a pouca idade que tem. Possuindo uma gangue intitulada de “Gunz do Lado Oeste” – sendo o líder desta -, ele é conhecido como “Baby Face”. No desenrolar da história, Ikki é humilhado por uma gangue rival chamada Skull Saders, no qual através de agressão física e todo o tipo de bullying, mancha o orgulho do rapaz. Quando volta para casa, ele acaba por descobrir um segredo da família no qual cuida dele desde pequeno, as irmãs Noyamano. Elas, na realidade, pertencem a um grupo de Storm Riders (basicamente o nome dos times do “esporte”) chamado Sleeping Forest, um time muito, mas muito lendário e praticamente invicto nos campeonatos e partidas envolvendo Air Trecks (AT’s), que são os ditos patins superdesenvolvidos. As irmãs doam ao nosso jovem protagonista tais equipamentos e eventualmente ele acerta as contas com os Skull Saders e descobre um mundo no qual jamais sonhou, onde podia “voar” simplesmente através do uso experiente dos Air Trecks.

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Vagarosamente Ikki adentra mais e mais no mundo insano e turbulento dos Storm Riders e atrai a atenção de muita gente importante no meio, como Simca, que vê nele um dom tão extraordinário que acredita piamente que ele pode se tornar o Sky King (Rei dos Céus), a mais alta das posições dentro do esporte. No decorrer da história, Ikki forma um time próprio chamado de Kogarasumaru e nele, seu melhor amigo Kazu participa, juntamente de Agito (rei da presa), Buccha, Onigiri e duas meninas dando suporte para o time.

Em suma, por se tratar de um anime de esporte e ser o meu tipo predileto, eu amei o plot que Oh! Great trouxe. O traço do mangá é uma característica forte do autor e ele simplesmente o faz de forma excelente. Além disso, para o ano que vem, foi anunciado um spin-off que se liga ao final da série, visto que a adaptação ficou um tanto quanto subtendida em seu final. Mas de modo geral, por se tratar de uma história agitada e com muito, mas muito conteúdo, lutas e embates time x time nas mais variadas situações e locais, é um anime/mangá que indico com muito vigor!

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