Quem cresceu nos anos 90 e teve um PlayStation 1 em casa provavelmente lembra de “3Xtreme” — mesmo que seja por causa dos tombos escandalosos, das manobras desajeitadas ou das músicas que grudavam na cabeça.
Lançado em 1999 pela 989 Studios, o jogo foi uma sequência espiritual de “2Xtreme” e “1Xtreme”, mas foi com o terceiro título que a coisa ficou realmente insana. O game misturava corrida e manobras com três modalidades: skate, BMX e patins in-line. Uma mistura inusitada que poderia dar errado, mas que acabou conquistando uma legião de fãs justamente por sua bagunça deliciosa.
Um jogo que era o caos em forma de diversão
Esqueça realismo. “3Xtreme” era puro arcade, com física duvidosa e cenários urbanos que pareciam ter saído direto de um VHS dos anos 90. A jogabilidade era desafiadora — não pela profundidade, mas porque era difícil mesmo controlar os personagens nas pistas estreitas, com trânsito, obstáculos e rampas em todo lugar. E ainda dava pra dar porrada nos oponentes com cotoveladas e chutes! Isso deixava tudo ainda mais caótico — e divertido.
Trilha sonora que fazia o coração bater mais forte
Outro ponto marcante era a trilha sonora. Apesar de simples, ela embalava perfeitamente as corridas. Era uma mistura de rock, punk e eletrônico que te jogava direto no clima radical da época. E se você era do tipo que gravava fita K7 com trilha de jogo, “3Xtreme” tinha várias músicas dignas de entrar na mixtape da sua infância gamer.
Multiplayer raiz
O modo de dois jogadores em tela dividida era um clássico da época. Jogar com primos ou amigos, disputando manobras e empurrando um ao outro nas curvas, rendia gritos, brigas e muitas risadas. Não tinha matchmaking, microfone ou latência — era controle na mão e olho no adversário do seu lado no sofá.
Visual que hoje é meme, mas que na época era o ápice
Os gráficos de “3Xtreme” eram elogiados na época, com cenários urbanos, trilhas nas montanhas e ambientações que lembravam videoclipes. Hoje, ao rever os personagens quadradões e as animações meio travadas, dá até uma risada — mas é aquela risada com carinho, sabe? Porque fazia parte do charme da geração PS1.
Não era perfeito — e isso é parte do encanto
“3Xtreme” não era um jogo técnico nem justo. Às vezes os controles pareciam ter vontade própria, e as colisões eram completamente aleatórias. Mas era exatamente essa imprevisibilidade que tornava tudo especial. Você podia estar em primeiro, voar de uma rampa e cair de cara no chão — e rir disso. O importante era a experiência, e não o pódio. Porém, se você quisesse dar uma melhorada nas coisas, era só usar dicas e truques pra turbinar o jogo.
O legado de um clássico esquecido
Hoje em dia, “3Xtreme” dificilmente aparece em listas de melhores games de PS1. Mas pra quem viveu aquele tempo, ele está guardado no mesmo lugar onde moram as memórias do “Jackie Chan Stuntmaster”, “Driver”, “Pepsiman e tantos outros títulos que definiram uma geração gamer. Era sobre diversão, não gráficos. Era sobre replay infinito mesmo sem save. Era sobre ser radical — mesmo sem entender o que isso significava na época.






