A Guerra de Darkseid é o grande evento no título principal da Liga da Justiça desde a reformulação da linha da DC Comics após a saga “Convergence”. A saga que coloca Darkseid contra o Anti-Monitor e envolve os Novos Deuses, a mitologia de Themyscira e a principal equipe de super heróis da editora já modificou bastante o panorama do time. Em seu mais recente capítulo, mostrado na edição número 45 de “Justice League”, alguns membros da Liga foram severamente afetados pelas energias liberadas por Darkseid e tiveram seus poderes, visual e personalidade levemente afetados pelo conflito. Com isso, a equipe de editores da DC Comics viu uma oportunidade de lançar histórias tie ins paralelas, mostrando como alguns de seus principais heróis foram afetados de forma mais completa.
Em “Darkseid War: Superman” vemos o que acontece com o último filho de Krypton ao ser exposto à estranha radiação solar de Apokolips. Temos um novo Superman aqui e a história mostra a repercussão dessa exposição não só na personalidade do herói, mas na vida dos habitantes de sua amada Metropolis.
O argumento desta edição fica por conta do favorito dos DCnautas, Francis Manapul. O roteiro mostra o retorno do
A arte em “Darkseid War: Superman” é de responsabilidade de Bong Dazo. Mais conhecido por seus trabalho em “Deadpool” da Marvel, o ilustrador se sai muito bem retratando essa versão mais bruta do Azulão. Páginas iniciais muito empolgantes, um enquadramento dinâmico, mas sem viajar demais, boa caracterização do elenco do Planeta Diário e ótimas expressões faciais do elenco de apoio e transeuntes de Metrópolis nas cenas em que o herói interage com a população. Superman é um herói do povo, então é importante que o artista de suas histórias saiba dar cara aos pequenos personagens. Aqui Dazo não vacila e nos entrega um material caprichado mesmo com uma história que não tem grandes surpresas.
A Guerra de Darkseid é um evento bem significativo na DC Comics este ano e é compreensível que a editora queira capitalizar com as repercussões da história. No entanto, devido à nova continuidade mais “solta” da editora, este tie in está fadado a não ter de fato impacto algum no status do Suprman em outros títulos do personagem. E talvez isso não seja de fato ruim, pois de versões “extremas” de conhecidos personagens grande parte dos leitores já cansou. Aqui, apesar de termos uma história bem razoável com uma arte caprichada, não há de fato uma proposta inovadora para este querido personagem da DC Comics.


