O autor Ray Fawkes meio que introduziu uma faceta mais sobrenatural ao novo universo de Gotham City quando foi escalado para escrever as histórias protagonizadas por Jim Corrigan e Batwing nas páginas de Batman Eternal. O negócio deu tão certo na publicação semanal do Morcegão que a DC Comics resolveu dar um título ao roteirista no qual ele tem liberdade e mais páginas para explorar o lado mais aterrorizante da cidade.
Gotham a meia noite nos apresenta aos integrantes do Distrito Policial 13, uma divisão especial designada por James Gordon para solucionar os casos menos
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As ilustrações, arte final e colorização do título são atribuições de Ben Templesmith. O artista tem um estilo bem Vertigo / Gótico / Cartoon e usa tons foscos, um design bem rústico de personagens e uma fotografia meio sketch para dar o clima fantasmagórico a edição de estreia. Eventualmente temos efeitos de brilho que contrastam muito bem com o estilo pastel, acinzentado e sombrio da HQ. Um trabalho de arte bem indie e que combina muito com o roteiro de Ray Fawkes, deixando toda a parte visual do título com uma estética muito diferente da maioria das revistas que se passam em Gotham.
Gotham a meia noite aparentemente é o último título dessa nova safra de novas publicações no universo do Morcego (que inclui Gotham Academy e Mansão Arkham) a estrear pela DC Novos 52 e acaba sendo o mais interessante dos três. Desde a saída de W. Haden Blackman e J.H. Wiliams III de Batwoman a cidade do crime carecia de um bom título sobre crimes sobrenaturais e ao que parece Ray Fawkes e Ben Templesmith vieram suprir esta necessidade com um elenco diversificado, um estilo de arte diferenciado e uma história bem amarrada. No mar de títulos sobre combatentes do crime em Gotham, Meia noite é uma ilha de mistério e ocultismo pronta para ser explorada.


