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Daybreak | Uma ‘Malhação’ com apocalipse zumbi

A nova série original da Netflix conseguiu juntar o seriado de jovens atores da Globo num mundo pós-apocalíptico como “Mad Max

Como havia falado na resenha de “Zumbilândia – Atire Duas Vezes” (2019), o gênero de mortos vivos ou zumbis teve seu auge e declínio, ainda existem alguns materiais que fazem uso dessa estratégia, afinal ela vende bem como é o caso da série “The Walking Dead”. No meio dessa nova empreitada do gênero, a própria Netflix aposta em sua nova série chamada “Daybreak” que apesar de possuir zumbis em mundo apocalíptico, usa isso apenas para um trama adolescente recheada de humor e diversão.

Criada por Aron Coleite (roteirista de ‘Heróis’) que tem como base o quadrinho do mesmo nome e escrita por Brian Ralph. A série, entretanto, segue um caminho mais seguro ao abordar o amadurecimento pela sobrevivência de crianças e adolescentes. Seja pela luta do mais forte ou como viver em harmonia com os outros para se manter no caminho. Nessa jornada, o que predomina fortemente são as referências e homenagens feitas ao gênero.

Daybreak | Uma 'Malhação' com apocalipse zumbi

Cena de “Daybreak”, série original da Netflix

A história não tem muitas novidades e lembra os filmes dos anos 80 e 90, especialmente “Curtindo a Vida Adoidado” (1986), dirigido por John Hughes. Josh Wheeler (Colin Ford) é um aluno novo que veio do Canadá estudar na colégio de GrenDale. À primeira vista, ele se apaixona pela simpática e queridinha Sam Dean (Sophie Simnetté). Ao mesmo tempo que tenta conquistar um amor real da garota, também tenta sobreviver aos valentões do colégio que adoram um bullying.

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Quando parece entrar no eixo, uma bomba explode na cidade e transforma os adultos em “ghounies” (zumbis) que são sedentes por sangue e guardar a última memória de suas pacatas vidas. Josh agora além de sobreviver em meio a “tribos” que dominaram a cidade, também precisa encontrar sua amada que desapareceu no apocalipse. Ele não estará sozinho, mas sim ao lado de grandes aliados como a pequena e louca Angelica (Alyvia Alyn Lind) e o pacífico com filosofia samurai Wesley (Austin Crute).

Daybreak | Uma 'Malhação' com apocalipse zumbi

Cena de “Daybreak”, série original da Netflix

A trama é guiada por narrador e com a quebra da “quarta parede”, o que deixa dinâmica a interação com o telespectador. Nessa perspectiva, tanto o protagonista quanto os coadjuvantes, têm seus pontos de vistas no presente e passado. Como eram e o que se tornaram para sobreviver a esse novo mundo.

A aposta é usar isso como dilemas dessa maturidade em sobreviver no apocalipse como também enfrentar a vida infantil ou adolescente, os clássicos desafios que todos passamos em algum momento. Alguns desses dramas funcionam e outros são bem maçantes o que lembra muito uma “Malhação” com zumbis. “Daybreak” tem um começo bom, mas ao longo dos episódios o ritmo não é mantido e no meio da história, há uma leve barrigada e só volta a ficar interessante perto do fim. A culpa pode ser, talvez,  uma temporada com 10 episódios de 40 minutos cada.

Daybreak | Uma 'Malhação' com apocalipse zumbi

Cena de “Daybreak”, série original da Netflix

Entretanto com esses dilemas e conflitos da vida adolescente, a série lhe conquista por utilizar referências e homenagens em sua história. Especialmente como brinca com The Walking Dead, Mad Max e The Warriors com um humor tranquilo, mas nada que lembre Zombielândia. Esses quesitos funcionam quando se mantém apenas uma ponte mas em certos momentos são subutilizado demais.

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Apesar Colin Ford ser o protagonista e desempenhar um bom papel de um perdedor que sobreviveu onde ninguém imaginava que conseguiria vencer, o grande destaque é carregado por Alyvia Alyn Lind que traz uma pequena birrenta e chata mas que possui os melhores diálogos. Os próprios personagens funcionam muito mais em conjunto do que separados quando ocorre a sintonia.

Daybreak | Uma 'Malhação' com apocalipse zumbi

Cena de “Daybreak”, série original da Netflix

A série tem boa visão na câmera em planos abertos e focos em expressões dos personagens, algo que ajuda muito a narrativa e impressiona especialmente perto do fim com a adição de uma boa trilha sonora. A cor laranja é uma identidade da fotografia que lembra muito “Madrugada dos Mortos” (2004), talvez por trazer aquele clima de fim do mundo e a vontade de viver.

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A “Daybreak” tem seus altos e baixos especialmente numa trama que mexe muito com dramas pessoais em vez da própria sobrevivência, afinal essa pequena originalidade entrega bons momentos ao longo da dura jornada desses jovens. “Daybreak” é para ser visto como diversão e entretenimento, sem muitas pretensões, mesmo que lembre uma “Malhação”,  a série tem potencial para uma segunda temporada. O desfecho da primeira temporada prova muito bem tudo isso!

Assista no video abaixo ao trailer de “Daybreak”

A primeira temporada de “Daybreak” está disponível na Netflix.

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