Harley Quinn | O divertido paraíso entre a ácida comédia e falta de filtros

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Tomando não apenas os holofotes do DC Universe para si, “Harley Quinn” em certo é uma daquelas séries que chega logo na voadora quando a conversa  é sobre animações da DC que são modernas, com qualidade e diversão garantidas. Na qual ao contar com a escrita e produção exclusiva do trio Halpern, Schumacker e Lorey, traz uma interessante proposta de série adulta e de comédia.

Ao se inspirar na homônima personagem criada por Paul Dini e Bruce Timm, “Harley Quinn” segue as mais fantabulosas desventuras da Arlequina, que após separar-se do Coringa e aceitar a ajuda da Hera Venenosa, agora segue sua própria jornada para tornar-se membro da Legião do Mal. No processo, explanando de uma Gotham mais divertida do que qualquer outra que eu já tenha visto até então.

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Harley Quinn | O divertido paraíso entre a ácida comédia e falta de filtros

De começo, “Harley Quinn” é uma série animada que já bem esbanja de certas desinibições, não fazendo questão alguma de usufruir de certos filtros. Sejam eles ao apresentar seus destacáveis momentos de ação e/ou comédia – por vezes marcados por um visual “agressivo”, sejam eles ao pontuar determinados assuntos -, como a evidente relação abusiva entre a Arlequina e o Coringa; e/ou o desmerecimento feminino quanto a papéis antagonistas.

Nesse sentido, acompanhar a jornada de emancipação e empoderamento da Arlequina ante suas desventuras é bem recompensador para aqueles que o fazem, em que não apenas a proposta da animação é atrativa como sua abordagem é lúdica e de um humor ácido que flui e capta bem. Sério, são poucos os momentos em que você não reage de alguma forma com essa série, visto que os diálogos e ações bem elaborados te envolvem muito no momento alvo.

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Harley Quinn | O divertido paraíso entre a ácida comédia e falta de filtros

Além Arlequina, a série traz tanto uma interpretação quanto uma dinâmica de relações bem interessantes acerca dos personagens de Gotham ou do Universo DC como um todo. Onde somos capazes de presenciar estes esbanjarem de contextos humanizados sem sequer abrirem mão de suas singularidades e, ainda, daquela charmosa pitada de “bad guy/woman” que cada qual tem.

Nem os mocinhos Gordon, Batman (de poucas palavras), Robin, Superman ou outros escapam disso! E é em razão disso também que “Harley Quinn” constrói e desenvolve um universo marcado pela a unicidade e identidade própria. Sinceramente, acredito que eu nunca tenha visto uma Gotham de ambientação e relações tão divertidas e fluídas quanto a que presenciei nessa animação. E eu a amo e protejo com todas as forças possíveis!

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Harley Quinn | O divertido paraíso entre a ácida comédia e falta de filtros

Por fim, “Harley Quinn” é uma série animada que bem recompensa em ousadia e alegria aqueles que lhe dão oportunidade, trazendo uma proposta de conceito e execução fundamentados em qualidade e diversão. Mas do que só te fazer rir e bem, ela capta e envolve seu telespectador em desventuras que não deixam de expor também os posicionamentos claros de suas mensagens.

Tendo apenas uma temporada de treze episódios até o presente momento, é certo que “Harley Quinn” não apenas é uma animação muitíssima bem-vinda, como o próprio paraíso entre a ácida comédia e falta de filtros.