A Arte de Escrever Errado

Algumas palavras que seguem estão propositalmente escritas erradas.

O serumano está sempre sugeito a cometer herros em suas mais variadas formas. Não há nada mais clichê do que a expreção herrar é umano, e convenhamos que sem eles ninguém seria o que é. A língua portuguesa, tão rica quanto complexa, é uma das maiores causadoras de herros alieios, ainda mas quando resolvem inplementar novas regras a fim de unifica-la mundo afora. Quem nunca tiveram seus herros gramaticais que engula um dicionário agora ou cale-se para sempre!

Por mais transparente e consisa que seje sua escrita, aquele assento agudo da palavra “óvulo” pode ser muito bem esquecido e passado despercebidamente aos olhos dos leitores. Afinal, esses tipos de herros acontecem! Um escritor deve sempre actualizar seu vocabulário e adapitar-se aos novos conceitos, mas insistentemente, quando não proposital, colocará o agudo em estréia e/ou idéia. Há os casos onde o autor do exímio texto assentua a palavra cu num agudo tão escandaloso que com certeza inventará a descupa de que era só para intonar melhor.

Herros como esses são encontrados facilmente em toldos e portões metálicos de lojas. Aposto que a crássica frase vendem-se picolés está ainda pendurada na porta de alumínio da sua vizinha que mesmo não entendendo de concordância alguma, insistem em dizer que ali há uma grave exautação gramatical. É… sua vizinha está certa! Os pobremas ainda vão mais além, um bom ezemplo é um toldo com os dizeres “Alto-Peças do Rubão”, o que te leva a entender que lá vendem-se robôs feito pelo Rubens.

Tem gente que troca a esclamação por interrogação, circunflexo por crase, travessão por ífen, entre outros. Mais juro, que por menos astúcia que meu celebro poderia ter, não entendo com qual desgraça contemplada um serumano aportuguezado consegue confundir mais com mas e com más. Se não só possuem significados tão distintos quanto à identificação do pólo norte e sul num mapa-múndi, essas palavras não se combinam perfeitamente. Embora você consiga escrever “Mas mais Marias más…”, formando assim uma das aliterações mais feias existente, seu bom senso deveria alerta-lo quando uma frase não ficou boa ou simplesmente sem nexo.

Queria não citar, mais já citando, que a internet ausilia na expanção destes herros atrozes. A explosão de informações e mensageiros estantâneos forssam uma leitura e uma escrita velós, por essa e outras surge abreviações, mudanças e linguagens que confundem a mente de qualquer um. O tiopês e o cersibon são bons ezemplos de novas linguagens (se é que assim podem ser chamadas) e são entituladas de “o geito serto de escrever herrado”.

Em fim, ficaria oras relatando incontáveis herros, mais creo que com essas palavras acima tão forçadas quanto à piada do passarinho sem cú fui capaz de demonstrar que não basta só coerência nem contexto. Palavras bem escritas serão palavras lidas. Isso não quer dizer que eu num hérro… mais quando publica-se algo, a preocupação em fazer o leitor sentir-se bem tb faz parte da óbra.

Ainda tem dúvidas sobre as novas regras ortográficas? Segue um explicativo excelente da Geise Meireles sobre tal assunto: Atenção para a Reforma Ortográfica.

E para você, qual dos erros em português que mais arde os olhos ao vê-los?


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