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HQ do Dia | X-O Manowar Vol.1: Pela Espada

X-O Manowar e a fundação do novo Universo Valiant em encadernado nacional.

X-O Manowar é a base de sustentação do novo Universo Valiant. Metade canção de batalha medieval, metade conto de ficção científica, o título foi o cartão de visitas do reboot da editora em 2012 e mostrou com quantos Visigodos se faz um épico sci-fi: Basta um. Seu nome é Aric.

Este primeiro volume de X-O Manowar lançado em encadernado pela editora HQ Maniacs que inclui as quatro primeiras edições da revista original X-O Manowar de 2012 (material previamente lançado em terras tupiniquins em formato mensal no título homônimo pela própria editora) é a história recontada do ícone supremo da editora Valiant – No ano de 402 d.C. Aric de Dácia é talvez o maior guerreiro Visigodo de seu tempo. Herdeiro do trono de seu povo, passou toda a sua vida em guerra contra o poderoso Império Romano. Levando uma vida forjada a ferro e sangue inimigo, Aric perde sua família para os Romanos e logo em seguida é abduzido pelo povo alienígena denominado A Vinha. Aric, assim como muitos outros guerreiros Visigodos humanos, é escravizado, mutilado e forçado a trabalhar em uma enorme nave alienígena por muitos anos até que finalmente, em uma tentativa desesperada de fuga, é abençoado com o poder da sagrada armadura Shanhara, também conhecida como Manowar.xomanowar_vol1_pela-espada

Como dá para notar pela sinopse, Pela Espada é o arco de origem de X-O Manowar adaptado para os tempos atuais pelo roteirista Robert Venditti. O roteiro destas quatro primeiras edições não tem nada, nada mesmo de revolucionário. Se você está procurando uma HQ artística, sensível, indie ou algo que vá quebrar formatos com um conceito original, esqueça. X-O Manowar não poderia estar mais longe disso. O que você vai encontrar aqui é um conto bruto, direto, sério e épico com aquele clima de quadrinho clássico que provavelmente fez você se apaixonar pela leitura de gibis na infância. A mistura do medieval com a ficção espacial se dá de forma natural e até bem violenta para uma revista com proposta mainstream e isso acaba sendo o destaque do roteiro de Venditti. Aric, acima de tudo é um guerreiro e um sobrevivente. A reação do protagonista frente a surreal situação de uma abdução é a de um animal enjaulado. A Vinha trata os humanos como uma raça inferior (o que não deixa de ser verdade) e isso impulsiona a pequena rebelião que culmina na cena icônica na qual Aric e a armadura Manowar se unem pela primeira vez. O resultado e clímax de Pela Espada é: Um dos guerreiros mais competentes e violentos da história da humanidade, frustrado, irado e amargurado por anos de exílio e escravidão encontra a arma mais poderosa do Universo Valiant. Receita de um massacre.

A arte do premiado Cary Nord em Pela Espada é “o que há” em termos de ilustração quintessencial de quadrinhos épico-medievais. Veterano de Conan, o vencedor do Eisner brinca nas cenas de batalha na Terra e surpreende nas cenas de ação no espaço. É enquadramento clássico, caracterização clássica e acabamento de gibi clássico. Isso tudo com boa dose de violência, graças ao roteiro áspero de Venditti, que abre espaço para este tipo de cenas mais grosseiras. Para o fã de quadrinhos tradicionais é um puta de um presente este tipo de arte sóbria, violenta e sem inovações muito elaboradas. Para os amantes de arte sequencial contemporânea ou independente, esta apresentação pode sim ser um repelente bastante eficaz.

Pela Espada é uma carta aberta da Valiant à indústria de quadrinhos na qual se lê: É possível produzir títulos mensais de qualidade se valendo somente de uma boa história, um protagonista forte e uma arte tradicional em pleno século 21. Existe espaço (e público) para boas histórias mesmo que elas sejam feitas praticamente da mesma forma que se fazia quadrinhos nas décadas de 1980 / 90. Seria muito fácil tornar o personagem mais acessível neste reboot apresentando Aric de uma forma mais digerível para a audiência atual. E o que Robert Venditti e Cary Nord fazem em Pela Espada é exatamente o oposto disso: É ação, pouco diálogo, roteiro direto, arte bruta e muita testosterona. E não tem nada de errado nisso. Poucas leituras produzidas em quadrinhos atualmente conseguem atingir o equilíbrio delicado entre o clássico (com “C” maiúsculo) e o revigorante. X-O Manowar é uma delas.

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Para conhecer mais sobre o Universo Valiant leia também:

Proibido Ler Entrevista | Artur Tavares – Especial Universo Valiant no Brasil

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Escrito por

Carioca do Penhão. HQ e Videogames desde 1988. Bateria desde 1996. Figuras de ação desde 1997. Impropérios aleatórios desde 1983.

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