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Batman/Flash: O Bóton

Mais um título da fase Renascimento, da DC Comics, no mês de abril de 2018, foi lançado o encadernado Batman/Flash: O Bóton por parte da Panini Comics. Um copilado de 104 páginas contendo edições interconectadas originalmente publicadas nos títulos solos de Batman (#21-#22) e The Flash (#21-#22).

Em Batman/Flash: O Bóton, algo muito estranho está acontecendo com o Universo DC. Depois de testemunhar o retorno de seu antigo (e, de alguma forma, esquecido) pupilo Wally West à realidade, o Flash Barry Allen decide investigar a fundo o que realmente é essa bizarra anomalia espaço-temporal que vem perturbando todo o tecido da existência. Mas somente quando o Flash Reverso, Eobard Thawne, invade a Batcaverna atrás de um misterioso bóton surgido na base do Homem-Morcego, é que a questão começar a ficar um pouco mais próxima de ser esclarecida. Um espantoso poder oculto vem manipulando nossos heróis e privando-os de suas lembranças mais queridas! Quem é ele? O que deseja? E, mais importante: será que o Cavaleiro das Trevas e o Velocista Escarlate vão sobreviver às respostas que encontrarão para essas questões?

Batman/Flash: O Bóton trazem os autores Tom King e Joshua Williamson co-atuando numa primeira abordagem concreta aos contextos subjetivos que compõem essa nova fase do Universo DC. Desde que o Flash Wally West fantasticamente retornou ao Universo DC: Renascimento (leia nossa resenha aqui). Isto é, contrariando a abordagem executada em outros volumes (como Titãs Vol.1, por exemplo), King e Williamson vão direto ao cerne da questão para desenvolver sua trama; quem é e o que quer o poderoso ser oculto que vem manipulando não só nossos heróis como a linha do espaço-tempo a envolvê-los.

Ambos os autores acabam desenvolvendo uma narrativa particularmente agradável, conseguindo manter um ritmo alternado e captativo entre as cenas; em especial pela a abordagem de nove quadros em algumas páginas, ainda que os outros quadros consigam igualmente estender os naturais momentos e seus detalhes sem deixar de referenciar a graphic novel Watchmen. A narrativa apresentada por King e Williamson nos propõe uma bela leitura de um roteiro fundamentado, em especial por estabelecer com sucesso esse primeiro contato firme de convergência entre o Universo DC e Universo Watchmen, por assim dizer. Em termos gerais, é bem simples: King e Williamson fazem charme com seus elementos baixos e altos, respondendo algumas perguntas básicas e expandindo horizontes futuros.

No que diz respeito a arte de Batman/Flash: O Bóton, novamente temos dois artista co-atuando nos traços deste copilado: Jason Fabok e Howard Porter. Particularmente, Fabok e Porter possuem uma interação artística apresentada de forma interessante e que coexistem tranquilamente ante suas particularidades. Digo, não é difícil identificar quando o traço predominante é do Fabok, assim como não o é quando o traço do Porter toma vez. Mas, ainda sim, ambos os traços conseguem entregar uma arte atrativa e captativa sem perder contexto e destacando-se como um ponto forte do encadernado. Complementar aos traços, a execução de cores é de uma vibração formidável e contextos definitivamente bem mediados.

A finalizar nossa review, em termos gerais Batman/Flash: O Bóton é um copilado cuja execução é de fato sólida, respondendo pontos interessantes sem deixar de criar pontos conectivos entre dois universos que estão a convergir na nova proposta de universo da DC Comics.

Que venha DOOMSDAY CLOCK!

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