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Robin Rises: Omega

Esta resenha pode conter alguns SPOILERS sobre a situação atual de Robin Rises: Omega.

Se você não leu nenhuma das 1323666842198794539873341 notícias que saíram esse ano sobre o que aconteceu com o filho de Bruce Wayne não aconselho ler este post.

Robin Rises Omega é uma One-Shot que introduz a saga Robin Rises no universo do Cavaleiro das Trevas. A caçada pelo cadáver de Damian Wayne terminou em Batman and Robin 32 e no final daquela edição temos a chegada das tropas de Apokolips comandadas pelo servo de Darkseid, Godfrey no Tibet.

Sobre esta edição especificamente é interessante notar que ela começa fazendo uma ótima retrospectiva da história de Damian que data desde antes dos Novos 52. O flashback é bem objetivo e ótimo para situar novos leitores além de relembrar alguns momentos marcantes da curta carreira do jovem para os leitores mais antigos.

Robin RisesDaí para frente o autor Peter J. Tomasi inventa uma justificativa que achei meio forçada para o conflito entre Godfrey e suas tropas e Batman, Ra’s Al Ghul e Frankenstein. É pancadaria o tempo todo e quando parece que tudo está perdido temos aquela clássica cena de “cavalaria chegando” que eu não quero estragar aqui. Ainda nesta edição Batman descobre um pouco mais sobre o cristal que Ra’s Al Ghul pretendia usar para ressuscitar Damian e Talia.

Não é um início muito promissor para a volta de Damian. Temos bastante ação durante praticamanete todas as 39 páginas desta edição. Mas acho que juntar Darkseid e o tal cristal do caos com o retorno de Robin desviou um pouco o foco do jovem para outra trama. Isso acaba deixando Robin e a própria situação de Batman meio que em segundo plano desde que lemos a palavra “Darkseid” na HQ.

A arte de Andy Kubert sinceramente nunca me agradou nem na época em que Jubileu ainda era virgem. Não sou fã do traço do cara e acho que o artista foi uma escolha errada para este One-Shot que tem um tamanho um pouco estendido. Você nota claramente que a medida em que a história avança o design de página e os quadros vão ficando mais degradados e corridos. Existem cenas realmente lamentáveis (a das baleias) nesta HQ e isso poderia ser evitado escalando um artista menos relapso e mais caprichoso como o próprio Patrick Gleason que já trabalha com Tomasi em Batman and Robin.

Apesar do foco da narrativa não ser Robin e nem muito o Batman dá pra se divertir lendo esta edição. Omega é um início que empolga não pela expectativa do retorno de Damian Wayne, mas sim pela volta de Apokolips ao Universo DC pós-Novos 52. Talvez Peter J. Tomasi tenha feito isto intencionalmente, meu palpite é que o autor mirou no que viu e acertou o que não viu. A arte desta edição poderia e deveria ser muito melhor. O roteiro que é pura ação pode acabar agradando o leitor exclusivamente pelo prazer de ver cenas de batalha entre heróis da Terra contra seres de outra dimensão. A justificativa para essa batalha no entanto é fraca e não convence quem está lendo.


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