Raridade na certa

Entremos no mundo das raridades, mas não aquele de pedras preciosas e/ou cometa Halley; os fatos poucos prováveis são bem mais atraentes. Afinal, encontrar um mendigo japonês perambulando por calçadas verde-e-amarelas é normal?

Pois bem, dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas aposto que um ser já tenha provado tal fenômeno da natureza e ainda ter sobrevivido para contar história. O conto seria tão interessante quanto à sensação de um chiclete, após ser engolido, ter grudado nas tripas. Cenas como essas não são vistas a todo o momento, se é que acontecem.

Imagine-se numa festa a fantasia e não encontrar nenhum indivíduo bêbado vestido de presidiário, ou então, aquela garota vestida de bruxa que mesmo sem a fantasia não faria diferença. Festas em geral tem tantas imparcialidades quanto um pedido de carona no meio da estrada. Em ambos, se você não estiver com as pernas aparentes mal terá êxito, e caso não seja o Pedro e o Bino, sua carona será impossível.

Dentre as raridades contemporâneas, creio que você é bem capaz de se lembrar daquela sua prima boa moça, bem falada na família e que se casaria virgem. Pois é, quem acredita nessa história de noiva de vestido branco ainda possuir o hímen intacto? Se você só assiste novela é capaz de acreditar.

Outra cena ainda repete o mendigo como protagonista: morador de rua recusar esmola é ou não é estranheza? De duas a uma: ou é um mendigo autótrofo ou é o Gugu disfarçado em mais uma gravação de um quadro para seu programa. Com alguma certeza você aparecerá na TV no próximo domingo.

Por falar em televisão, a função do animador de palco é inimaginável se não for realizada por alguém vestido de Michael Jackson. Digo alguém, pois uma dúvida surge sempre em sua mente: aquilo é homem ou mulher? Não podemos esquecer de que mesmo se a atração principal tocar música para surdos, estará lá o animador pedindo para a platéia bater palmas num acompanhamento extraordinário e as dançarinas saltitarão freneticamente. Raridade na certa não ver isso, aliás!

Claro que existem muitas outras situações que de tão improváveis fazem cair uma chuva desastrosa. Mas agora chegou sua vez: o que é raro de se ver por ai? Não vale dizer sobre aquele poço de petróleo que você encontrou no quintal da sua casa… nem da falta de trânsito no trajeto casa-trabalho-faculdade-casa.

Ia me esquecendo de dizer dos manos, estes não falam gírias nem possuem o próprio dialeto, escutam clássicos da música e sempre leem um bom livro. Não os culpo (de fato)! Mais raro que isso só um escândalo que não envolva político nem o Dado Dolabella.

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