O Pipoqueiro

Tá bom. Agora é a parte que eu me apresento, certo?
Olá caros leitores, meu nome é Flávia e sem-mais-nem-menos eu caí de pára-quedas aqui(mentira vim de carona com o padre). Agora sou mais uma que proibe a leitura alheia – e prometo que vou tentar me adaptar. Sem mais.
Hoje não vou falar sobre o Caminho das Indias tampouco sobre o Big Brother Brasil 9 e o Pedro Bial. Também não quero falar sobre a Suzana Vieira muito menos sobre a refilmagem de REC, Quarentena – não me obriguem a isto.
Hoje eu quero falar sobre o moço da pipoca, o pipoqueiro. Aquele que vende em praças, pontos de ônibus e igrejas não só a pipoca doce e a pipoca salgada mas também a famosa batatinha.
Desde mil anos a.C (mentira), nosso amigo pipoqueiro está na praça. Sempre com aquele sorriso carismático no rosto, tentando vender seu ganha-pão a R$1,00, R$1,50 e até mesmo a R$2,00 aquela caprichada com o queijo que tanto gostamos. É obrigação do pipoqueiro alimentar os olhos das crianças e enchê-las de água na boca ao olhar aquelas pipocas coloridas.
Nós, meros mortais, apenas não reparamos que existe uma grande ilusão por trás das pipocas.
Esses dias mesmo estava eu por volta das 22h, como usuária fiel do transporte público – eu e todos os outros brasileiros desprovidos de capital pra usufruir de algo melhor que ônibus ou metrô, obviamente -, estava no ponto de ônibus a esperar o que raramente vem depressa quando me deparo com a visão de algo que quase me fez ter um colapso: o velho amigo pipoqueiro estava ali, guardando as pipocas restantes do dia em um saco plástico (aquelas de supermercado) e o queijo em outro saco plástico. Como se não bastasse, um daqueles amigos do pipoqueiro estava ali também, no aguardo de seu comando e sem-mais-nem-menos, por um golpe do destino, enfiou aquela mão superhigienizada – mão que depois de um dia inteiro de trabalho na firma, não viu nem sentiu o poder da água e do sabão – nas preciosas batatinhas engorduradas do pobre pipoqueiro – batatinhas que também estavam indo pro saco plástico – e encheu sua boca escancarada de dentes umas três ou quatro vezes.
No dia seguinte, o pipoqueiro ia tirar do saco plástico e colocar todas as pipocas, queijos e batatinhas ali de volta pra vender a R$1,00, R$1,50 e até por R$2,00 aquela caprichada que tanto gostamos.
Segue a dica: façam como eu, ainda que esta notícia bombástica não seja novidade para a grande maioria, pensem mais sobre o assunto cada vez que estiverem voltando do trabalho e cogitarem a possibilidade de comprar uma daquelas pipocas de dois reais.

Não é que eu seja totalmente contra os pipoqueiros e o trabalho deles – nem que sempre escreva textos de estréia assim -, mas sabe como é… A gente só acredita quando vê.

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