Dois mundos

Veja por este lado, meu bem,
eu não parti para nunca mais voltar,
corri demais sem medo de tropeçar,
fiz de um tropeço o começo de outra vida.
Vieram dizer que sem você tenho andado vazio,
sei que meus olhos não tem mais o mesmo brilho,
faço da cruz-de-dedos um chamado à sorte.
Pois noutra vida talvez nos encontraremos,
mas pra que supor se no final sabemos
que o mundo gira e também se cansa?
Lá vem, mais uma de nossas conversas frias,
desfazendo de lembranças dos melhores dias
e pondo em questão nossos atos de criança.
Não há mais foto colorida a lápis,
só uma esperança de que o mundo acabe
sem eu ter de levar a culpa para casa…
Se seu mundo, tão nosso, de vez explodisse,
eu partiria para nunca mais voltar,
para que, sem azar, pudesse encontrar
do outro lado, um mundo que não cansasse de girar.

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