Os acidentes aéreos mais misteriosos de todos os tempos

4 anos atrás ( 14/03/2014 )

Após o recente acontecimento com o avião da Malaysia Airlines, nossos olhos se voltaram a casos parecidos com o avião da cia área asiática que saiu de Kuala Lumpur com destino a Pequim, na China, levando 239 passageiros a bordo, que desapareceu e até agora não foi encontrado. Neste post vamos abordar alguns casos que tiveram um destino misterioso, alguns sem solução até hoje e outros que demoraram muito para serem encontrados. Confira:

Voo 19 – Avenger

Os acidentes aéreos mais misteriosos de todos os tempos

Era para ser apenas uma missão rotineira na região que ficou muito conhecida como “Triângulo das Bermudas”.

Cinco aviões do modelo “Avenger”, que compunham a frota da marinha americana, decolaram do Fort Lauderdale, Flórida, em 05 de dezembro de 1945. O tempo estava limpo e a missão foi guiada por um instrutor de vôo bem experiente. Após 90 minutos de exercício, os pilotos começaram a ficar desorientados e não conseguiam interpretar os dados nos instrumentos de vôo. A bússola de Taylor (o instrutor) começou a ficar “lokona” e passou a confundir Flórida Keys (um arquipélago no sudeste dos Estados Unidos) com as Bahamas. A torre de comando tentou guiar Taylor, via rádio, de volta à base em Lauderdale, mas ele continuava seguindo em direções irregulares e entrava oceano adentro. A torre acabou perdendo o contato com Taylor e seus alunos, e nenhum deles foi visto ou ouvido novamente. Após a perda de sinal com as aeronaves, um avião de resgate foi encaminhado ao local e desapareceu na mesma noite, misteriosamente ele sumiu do radar e a marinha americana acredita que ele tenha explodido no ar, pois simplesmente desapareceu e jamais foi encontrado, assim como os outros 5 aviões.

Voo 990 – Egypit Air

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No dia 31 de outubro de 1999, o vôo 990 da Egypit Air saiu de Los Angeles, Nova York, com destino ao Cairo, capital do Egito. Um Boeing 767 mergulhou no oceano numa velocidade considerada “supersônica” matando 217 pessoas que estavam à bordo. As causas do acidente foram uma incógnita por anos. Após muito trabalho de investigação por parte da NTSB (National Transportation Safety Board), foi concluído que o co-piloto substituto, Gameel Al-Batouiti, desligou o piloto automático e mergulhou deliberadamente no oceano enquanto repetia a seguinte fala: Tawakalt ala Allah (Eu acredito em Deus).

 

  Voo CS59 – Britsh South American Airways

Os acidentes aéreos mais misteriosos de todos os tempos

Em 2 de agosto de 1947, um avião da Britsh South American Airways de modelo Avro Lancastrian, saiu da capital argentina com destino a capital chilena. Às 17:41h, o vôo CS59 contatou a torre de controle do aeroporto de Los Cerrilos, em Santiago, no Chile, para comunicar que chegaria à capital em, aproximadamente, 4 minutos. Logo em seguida o avião desapareceu! Não houve mais contatos por rádio e nenhum pedido de socorro dos pilotos informando perigo ou acidente. As buscas começaram logo após o desaparecimento do avião nos radares, porém nada foi encontrado durante mais de 50 anos. Nesse meio tempo, diversas teorias foram criadas, alguns cogitaram atentado terrorista, pela presença de um diplomata britânico no vôo que poderia estar levando documentos secretos à Santiago, no Chile, e outros acreditaram fortemente em uma abdução alienígena por conta de um código morse dito na última transmissão via rádio à torre de comando: ETA (tempo de chegada estimado ) Santiago 17h45 STENDEC.

A palavra “STENDEC”, que até hoje não conseguiu ser explicada, era a prova para os amantes de teorias da conspiração, de que o avião teria sofrido essa suposta abdução. Na Espanha, uma revista foi batizada com o nome “Stendek” sobre ufologia. Cinquenta e três anos depois, os destroços do avião foram encontrados por alpinistas no vulcão Tupungato, na Argentina, e uma expedição organizada algumas semanas depois pelo Exército argentino confirmou que se tratavam dos destroços do Stardust.

Voo 191 – America Air Lines

Os acidentes aéreos mais misteriosos de todos os tempos

Local do acidente do voo 191 da American Airlines

Não se trata especificamente de um acidente, mas sim de uma série de acidentes envolvendo vôos com o numero 191. Desde 1960, cinco vôos com o número 191 terminaram em acidentes fatais, incluindo nesta lista o pior desastre aéreo da história americana: O vôo 191 da American Airlines, que matou 273 pessoas. O mais recente ocorreu em 2012, com a empresa JetBlue (dona da Azul aqui no Brasil). O piloto enlouqueceu em pleno vôo, foi retirado da cabine pelo co-piloto e mantido preso em uma poltrona de passageiros até que a aeronave pudesse aterrissar em seu destino com segurança. Ele foi levado para um hospital psiquiátrico. A mística por trás dos vôos 191 nunca foi decifrada por numerólogos ou ocultistas.

Voo 739 – Flying Tiger

Os acidentes aéreos mais misteriosos de todos os tempos

Um vôo militar, que saiu da ilha de Guam com destino às Filipinas, em 1962, jamais aterrissou. Um avião modelo Super Constellation, de prefixo L-1049 simplesmente desapareceu no mar das Filipinas, sem nenhum pedido de socorro por parte dos pilotos. Depois de um longo período de buscas com mais de 1300 pessoas envolvidas, nenhum destroço ou vestígio da aeronave foi encontrado. Algumas testemunhas afirmam ter visto um rastro de fumaça e um flash bem próximo do local de onde o avião sumiu do espaço aéreo controlado. Todas as 107 pessoas a bordo foram dadas como mortas e até hoje o Flying Tiger continua desaparecido.

Voo 427 – USAir

Os acidentes aéreos mais misteriosos de todos os tempos

Em 8 de setembro de 1998, 132 pessoas em Chicago, embarcaram num Boeing 737 num vôo da USAir com destino a Pittsburgh, nos Estados Unidos. A viagem, que já era curta, tornou-se menor ainda, pois faltando 10 minutos para chegar ao seu destino, o Boeing 737 apresentou problemas e, inexplicavelmente caiu, numa velocidade de 500 km/h. A catástrofe foi tanta, que ao chegar no local do acidente, os veteranos das forças armadas dos EUA ficaram perturbados com a carnificina que havia no local. Quando acontece esse tipo de acidente, onde rapidamente se encontra os destroços e a caixa preta, fica mais fácil de encontrar as causas que levaram ao acidente. Infelizmente com esse avião da USAir, foi diferente. Foram mais de quatro anos de investigação, leitura e interpretação de dados da caixa preta e até hoje o acidente foi considerado de causas indefinidas.

Voo 800 – TWA

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No dia 17 de julho de 1996, um Boeing 747 da TWA embarcou 230 passageiros, no Aeroporto JFK em Nova York. Antes da decolagem, o avião havia permanecido na pista durante uma hora e meia, fazendo com que o combustível se tornasse volátil. Uma briga causada por 2 jovens obrigou a TWA a retirar 6 pessoas da aeronave, um dos jovens apresentava sinais de que havia usado drogas. O avião decolou, uma decolagem tranquila e rotineira. Porém, doze minutos após a decolagem, o avião sumiu do radar dos controladores de tráfego aéreo. Testemunhas de aeronaves próximas afirmam ter visto duas bolas de fogo na costa de Long-Island. Horas depois, a fuselagem destruída de uma aeronave foi encontrada boiando no mar. Segundo a NTSB (National Transpostation Safety Board), a causa do acidente foi uma pequena faísca próxima à câmara de combustível que explodiu, partindo o avião ao meio.

Entretanto existiram outras duas hipóteses para o acidente: a primeira foi de que um navio da marinha americana estava fazendo exercícios militares e teria disparado um míssil, no exato momento em que o Boeing 747 sobrevoava a região. Esse míssil teria atingido a aeronave, provocando sua queda. Outra hipótese seria de atentado terrorista. A manutenção do avião estava em dia, a tripulação do navio da marinha alegou que não tinha feito qualquer disparo, as autoridades americanas descartaram a hipótese de terrorismo e o laudo da NTSB se manteve.

Voo 447 – Air France

Os acidentes aéreos mais misteriosos de todos os tempos

Na madrugada 31 de maio para 01 de junho de 2009, um Airbus A330 da Air France saiu do Rio de Janeiro com destino à Paris, levando a bordo 228 pessoas. Quando o avião estava sobrevoando o Oceano Atlântico, após 3 horas de vôo, e se aproximando do limite do controle aéreo brasileiro com o senegalês, o Airbus A330 desapareceu dos radares. Quarenta minutos mais tarde, uma série de mensagens automáticas emitidas pelo sistema de segurança do avião chegou à torre de controle do espaço aéreo brasileiro, alegando despressurização da cabine da aeronave, sem que houvesse outras indicações de problemas. Por não se confirmar  a esperada aparição da aeronave em radares senegaleses, começaram as buscas pelo avião. Foram 5 dias para encontrar os destroços do avião e mais de 3 anos para encontrar as causas reais do acidente.

Só em 2011 a marinha francesa conseguiu resgatar a caixa preta e ter acesso às informações, bem como também aos mais de 100 corpos. Após análise dos dados da caixa preta, concluiu-se que a aeronave sofreu acúmulo de gelo  no velocímetro, o que impediu que os pilotos percebessem a real velocidade do avião. O relatório final ainda aponta falha humana dos 3 pilotos que estavam a bordo, que não perceberam que o avião estava perdendo altitude e seguindo em direção ao oceano.

Voo 7 – Pan Am

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Em 8 de novembro de 1957, o voo 7 da Pan Am estava iniciando uma volta ao mundo quando caiu no Oceano Pacífico, matand0 44 pessoas. Os destroços da aeronave foram localizadas depois de uma semana do desaparecimento do avião do radar norte americano, quando um porta-aviões da marinha americana avistou corpos flutuando no mar no nordeste da capital do Havaí, Honolulu. As autoridades não conseguiram encontrar as causas do acidente e exames feitos nos corpos encontrados pela marinha indicaram uma alta concentração de monóxido de carbono. Mais de 50 anos se passaram e o mistério acerca da queda deste avião jamais foi desvendado. Algumas teorias apontam que houve uma sabotagem por parte de um membro da tripulação que estava com raiva da empresa ou teve falha no motor que levou à queda da aeronave.

Caso brasileiro

Os acidentes aéreos mais misteriosos de todos os tempos

No dia 30 de janeiro de 1979, um Boeing cargueiro 707 da Varig partiu de Tóquio rumo a Los Angeles nos Estados Unidos.  Trinta e três minutos após a decolagem, quando o avião sobrevoava o Oceano Pacífico, os pilotos fizeram contato com a torre de comando na capital japonesa, mas não seguiram o protocolo de realizar uma nova comunicação, prevista para meia hora depois. Após o desaparecimento, autoridades japonesas e norte-americanas começaram as buscas que duraram meses, mas o avião jamais foi encontrado. Trata-se do maior mistério da aviação brasileira. O cargueiro tinha 6 tripulantes e carregava obras de arte do artista nipo-brasileiro Manabu Mabe, avaliadas na época em 1,2 milhões de dólares. Além das obras o avião carregava componentes eletrônicos para computador, máquinas de costura, peças para navio e etc. Até hoje a Varig, que faliu e depois foi comprada pela Gol, alega que não tem a miníma ideia do que possa ter acontecido com o avião. Nem as autoridades forneceram detalhes sobre seu desaparecimento e depois das fracassadas buscas o caso foi esquecido.


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