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Música | Covers imortalizados

Música: Quando as reinterpretações ganham identidade tão própria que ofuscam as versões originais. Confira:

Algumas músicas são simplesmente inesquecíveis. Elas se tornam maiores que os próprios autores e ganham vida. São capazes de ter várias identidades de acordo com o interprete, tornando assim essa arte algo realmente fascinante e dinâmico.

Algumas dessas reinterpretações muitas vezes ganham mais popularidade que as originais, e é disso que quero tratar aqui, trazendo a vocês canções que, por incrível que pareça, possuem mais a mostrar do que aparentam. Confira:


Hurt

Hurt é originalmente uma canção da banda Nine Inch Nails, lançada no álbum conceitual The Downward Spiral (1994) onde um personagem é aos poucos levado a loucura e depressão pelo mundo comum e se mata ao fim. O som original recebeu uma nominação ao Grammy em 1996. O álbum foi considerado o n° 200 na lista de 500 melhores álbuns de todos os tempos.

Já em 2002, a canção ganhou nova interpretação de Johnny Cash. Ele gravou-a pouco antes de falecer, para o álbum American IV: The Man Comes Around,  dando assim uma roupagem à altura, com o drama de alguém que vê toda a vida passando diante dos seus olhos. Trent Reznor, o principal integrante da NIN elogiou fortemente sua versão, dizendo:

“Eu toquei o vídeo, e uou… Lágrimas caindo, silencio, arrepios… Uou. Me senti como se tivesse acabado de perder uma namorada, porque aquela canção não era mais minha… Realmente me fez pensar sobre o quão poderosa uma música pode ser espiritualmente e como forma de arte. Escrevi algumas palavras e notas no meu quarto como uma maneira para me manter são, sobre o lugar escuro e desesperador em que estava, totalmente isolado e sozinho. De alguma forma a música ficou ainda melhor ao ser reinterpretada por uma lenda da música de uma era/gênero radicalmente diferente, se mantendo ainda sincero e significante – Diferente, mas tão puro quanto.”

O vídeo-clipe de sua versão foi indicada em sete categorias para o VMA, ganhando o prêmio de “Melhor Fotografia”. Em 2004 este ainda recebeu o Grammy de “Melhor Videoclipe” e em 2011 foi considerado pela revista Billboard como o melhor clipe de todos os tempos.


 

The Passenger

Originalmente lançada por Iggy Pop e Rick Gardner, The Passenger foi lançada no álbum Lust For Life (1977), baseando-se em um poema de Jim Morrison. Com participação vocal de David Bowie, a canção foi usada em diversas mídias e fala sobre um expectador que observa o mundo sem nunca sair do seu lugar de conforto mesmo sabendo ele é todo seu.


O Capital Inicial por sua vez lançou uma versão em português para o álbum Eletricidade (1991) com leves alterações na letra – que não mudam o sentido dela em si. Na versão ao vivo, no entanto, a canção tem um tom mais dramático.


 

The Man Who Sold The World

Composta por David Bowie, The Man Who Sold The World faz parte do álbum homônimo lançado em 1972. Muito se especula sobre sua letra, é certo que ela representa algo de dualidade e divino, sendo talvez até mesmo niilista, brincando com temas como “Deus está morto” ao mesmo tempo que dá a entender que o protagonista da canção, além de ser um simples mortal, também é a própria divindade. Isso quer dizer que Friedrich Nietzsche e sua filosofia do além Homem pode ser inserida em sua explicação – Se você é um além homem, não precisa de deus.

Em uma entrevista onde Bowie foi perguntado sobre a canção, ele disse:

“Acho que escrevi essa canção porque havia uma parte de mim mesmo que eu estava procurando. Talvez agora que eu me sinto mais confortável com a maneira em que eu vivo e com meu estado mental (risos) e também meu estado espiritual, ou o que quer que seja, sinto que há uma espécie de unidade agora. Para mim, essa música sempre exemplificou o jeito que você se sente quando ainda é jovem, quando existe uma parte de você mesmo que ainda não foi encontrada e juntada. E você tem essa grande busca, esta grande necessidade de descobrir quem você realmente é.”


Especula-se também que Bowie tenha se baseado parcialmente no poema de “Antigonish” de William Hughes Mearns:

“Last night I saw upon the stair (Noite passada eu vi além da escada)

A little man who wasn’t there (Um homenzinho que ali não estava)
He wasn’t there again today (Ele não estava ali hoje como outrora)
Oh, how I wish he’d go away…” (Oh, como eu gostaria que ele fosse embora…)

Eu acredito que The Man Who Sold The World descreve sim uma crise existencial de quando somos jovens, onde acreditamos sermos deus ao mesmo tempo em que sentimo-nos frustrados e queremos nos entregar a loucura.

 A versão do Nirvana por sua vez chegou a ofuscar a original, tocando pela primeira vez no MTV Unplugged em 1993 para então ser inserida no álbum MTV Unplugged New York (1994).  Kurt Cobain considerava o álbum como o n° 45° entre a sua lista de 50 álbuns favoritos. Bowie chegou até mesmo a lamentar que, quando tocava sua música, alguns expectadores acreditavam que ele estava na verdade interpretando o Nirvana.


Starman

Starman faz parte de um dos maiores álbuns conceituais de David Bowie e conta sobre um alienígena, isto é, o protagonista do álbum Ziggy Stardust e sua chegada a terra. Ziggy por sua vez seria um Rockstar bissexual intergaláctico que veio a terra nos avisar de que o mundo acabaria em 5 anos e nos entreter enquanto isto. O álbum The Rise And Fall Of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972) alcançou a quinta posição nas paradas do Reino Unido e n° 75 na Billboard Music Charts. Mais importante, o álbum e a persona de Bowie retratava temas polêmicos como drogas, política, sexualidade e a idolatria exagerada. Foi considerado pela Rolling Stone o 35° melhor álbum de todos os tempos e este padrão de reconhecimento da obra continuou por diversas revistas.

 A banda Nenhum De Nós, em seu inicio de carreira não possuía muito repertório, por isso a saída era trabalhar com Covers. O que seria apenas uma versão de Starman se tornou um desafio, uma versão em português.

Esta por sua vez acabou se tornando uma homenagem a Major Tom (personagem de Space Oddity que foi revisitado bem mais tarde em Ashes To Ashes) e a outras obras de Bowie. Enquanto Major Tom termina sua viagem ficando eternamente preso ao espaço e olhando para a terra, paralisado, Astronauta De Mármore (nome sugestivo) relata uma continuação de Space Oddity, algo entre a obra inicial e Ashes To Ashes.


 

Mad World

Apesar de ser mais conhecida como a música do longa Donnie Darko, Mad World é originalmente uma canção de Tears For Fears, tornando-se seu primeiro grande sucesso e chegando a alcançar o 3° lugar na UK Singles Chart. A música foi gravada primeiramente como single para então fazer parte do primeiro álbum da banda, The Hurting (1983). A letra foi escrita pelo vocalista Roland Orzabal, no entanto o vocal ficou por conta do baixista Curt Smith .

Basicamente, a ideia para a letra veio de quando Orzabal morava em cima de uma pizzaria e podia observar todo centro da cidade, o cotidiano das pessoas e como se sentiam. O refrão foi influenciado pelo psicanalista Arthur Janov, autor de O Grito Primal . Onde este sugere que sonhos com experiencias intensas são a melhor alternativa para liberação de tensões.

Gary Jules e Michael Andrews foram os responsáveis pela versão criada para o filme, ressuscitando assim a canção com uma forma extremamente triste, calma e instrumentalmente simplificada. A versão se tornou um single que fez muito sucesso no Reino Unido, se tornando o n° 1 de vendas em 2003.


 

Maggie’s Farm

Um protesto do lendário Bob Dylan, Maggie’s Farm é um apelo pela inconformidade, onde o personagem não suporta mais abaixar sua cabeça enquanto tem sonhos e vontade de ser ele mesmo. De ser vivo e não somente sobreviver enquanto se humilha perante a sociedade que o trata como um servo e não como um ser humano. Nosso personagem não suporta mais ser o cão obediente que todos querem que seja. O Blues elétrico foi lançado no álbum Bringin It All Back Home (1965), nos tempos onde Dylan mais servia a causa de um mundo melhor.

Rage Against The Machine é com certeza o novo rosto contra o sistema e sua versão cai como uma luva. São novos tempos e a mesma luta. Maggie’s Farm faz parte de um álbum de covers chamado Renegades (2000).


 

Knockin’ on heaven’s door

Bob Dylan está em todo lugar, e Knockin’ on Heaven’s door é mais uma de suas canções. Esta por sua vez foi gravada especialmente para o longa Pat Garret & Billy The Kid onde ele além de ser responsável pela trilha sonora também atua. A trilha sonora é claro se tornou também álbum em 1973.

Guns & Roses interpretava a canção antes mesmo de regrava-la em Use Your Ilusion II (1991). Dando assim algo mais Hard Rock para o que antes era uma triste despedida. Knockin’ on Heaven’s Door também foi regravado por MUITOS outros artistas, mas bem, esta é a versão mais famosa.


 

Sweet Dreams

Após o segundo ano de fracasso comercial, o Duo britânico de Synthpop Eurythmics conseguiu alavancar a sua carreira através desta música que chegou a ser transmitida pela MTV e foi tomando proporções inesperadas.

A canção conseguiu alavancar até mesmo as canções do primeiro álbum, mostrando ao mundo tudo que o duo poderia oferecer se a oportunidade fosse dada. Mais tarde, Marylin Manson regravou a canção, colocando todo o seu estilo pesado dentro da letra.

A canção por si só é repetidamente viciante, tanto que, com seus pouquíssimos versos – pouquíssimos, mas fortes – que se repetem, ela alcançou as melhores posições nas paradas. A canção também aparece no longa Suckerpunch, desta vez interpretada de forma bem mais lenta e trágica.


 

Die, Die My Darling

Originalmente gravada pela banda de horror punk Misfits, a música se faz presente no álbum Earth A.D./Wolfs Blood  (1983).

Die, Die My Darling se tornou famosa pela interpretação do Metallica ao qual regravou-a em seu álbum Garage Inc. (1998)


 

It’s my life

It’s my life é uma canção da banda inglesa de New Wave Talk Talk.  A canção foi lançada no álbum homônimo  em 1984. Em sua época, a canção fez muito sucesso, tanto que no jogo GTA: Vice City Stories ela é tocada em uma das rádios.

Mas a versão que mais conhecemos com certeza é a do No Doubt. Após um hiatus a banda precisava precisava gravar uma nova canção e criar uma nova não era bem uma opção, por isso a banda pesquisou várias canções dos anos 80 até finalmente chegar nesta. Eles é claro, imortalizaram-na.


 

Valerie

Sendo uma canção original da banda britânica The Zutons, Valerie teve a honra de ser gravada por Amy Winehouse.

As duas versões são muito boas, com uma pegada característica em cada uma (mesmo os críticos dizendo o contrário). A canção ainda recebeu outras versões, como a do DJ Mark Ronson e da Boyband One Direction.


 

Torn

Talvez você não reconheça esta pelo nome, mas ao ouvi-la, bem…

Torn foi escrita por Anne Preven em conjunto com Scott Cutler e Phil Thornalley (ex-baixista do The Cure). A música foi lançada no álbum de estreia da banda Ednaswap em 1995, mas se tornou famosa pela versão da cantora australiana Natalie Imbruglia, sendo lançada em seu também álbum de estreia Left Of The Middle.


Natalie chegou a ser nomeada ao Grammy de 1999 por  Melhor Performance Vocal Pop Feminina. Rob Sheffield da Rolling Stone disse sobre a canção:

“é como o céu: uma doce canção europop sobre coração partido, com o triste vocal de Imbruglia alcançando o esplendor de uma garota solitária”.

Não só isso, mas a música levou a cantora a concorrer a três prêmios do VMA, vencendo a categoria “Melhor Novo Artista”. Natalie também ganhou o prêmio de “Melhor Canção” no MTV Europe Music Awards do mesmo ano. Além de vários outros prêmios, pode-se dizer que a canção com certeza alavancou sua carreira.


Feeling Good

Feeling Good é com certeza um caso especial. Ela foi criada por Leslie Bricusse e Anthony Newley para o musical  The Roar of the Greasepaint – The Smell of the Crowd, de 1994.


No entanto a canção ganhou força mesmo pela grande cantora, pianista e compositora americana Nina Simone, que regravou-a no ano seguinte no álbum I Put A Spell On You (1995).


Agora, você provavelmente conhece a versão da banda Muse, que foi lançada no álbum Origin Of Simetry (2001).


 

Tainted Love

Tainted Love é uma música composta por Ed Cobb, ex-The Four Preps e foi gravada pela primeira vez em 1964 por Gloria Jones, com uma pegada bem diferente do que conhecemos.


Ela ganhou nova notoriedade pela dupla inglesa Soft Cell em 1981.


Hoje em dia o músico que podemos dizer que detém sua popularidade é Marylin Manson, mas as três versões são eternas, a versão original pode ser encontrada em uma estação de rádio no jogo GTA: San Andreas. Danny DeVito, mais conhecido por nós como o Pinguim em Batman: Returns, fez um Striptease ao som da versão da Soft Cell em Friends.


É certo que algumas versões são mais ou menos conhecidas por nós brasileiros do que pelo resto do mundo, talvez seja realmente algo cultural, muito do que é popular aqui e tocou nas rádios de novo e de novo lá fora muitas vezes não quer dizer quase nada.

Quero agradecer imensamente o Sr. Diego Betim e a senhorita Exuliane – minha entidade favorita – pela ajuda no post.

Por último, quero dizer que o post visa aumentar ainda mais o amor pelas músicas, e não o contrário – Você não precisa odiar uma para gostar da outra muito menos preferir uma das duas, você não está casando com elas para ser obrigado a escolher – E se você já sabia sobre as músicas, bem, parabéns, mas se pronunciares os dizeres SÓ EU QUE SABIA…? receberás o meme da diferentona. Comentem a vontade e é claro ajude este post a se tornar ainda mais completo!

Obs: Gostaria de ter inserido também a canção All Along The Watchtower do Bob Dylan, ao qual a maioria conhece pela interpretação de Jimmi Hendrix, porém não encontrei material de qualidade do lado do Bob. É a vida, fazer o que – mas no álbum a música dele é ó, firmeza.

Veja também: Não Estou Lá (2007)| Um documentário nunca foi tão artístico

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Escrito por

Escritor, redator, roteirista e músico. https://conde.carrd.co

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