Review – Batman: Arkham Knight

Um épico final de franquia

Desde seu anúncio e no decorrer do processo de liberação de informações e conteúdos promocionais, o último jogo da franquia “Arkham” demonstrou que seria um épico.

Desta vez, Batman luta contra o caos do Espantalho, contando com a introdução de um novo personagem chamado “Arkham Knight” e os demais antagonistas do Cavaleiro das Trevas. O jogo traz muitas novidades notáveis em segmentos já característicos dos jogos da franquia.

O review a seguir contém spoilers e, mediante aviso, a leitura do mesmo é de total responsabilidade do leitor.

Review – Batman: Arkham Knight | Um épico final de franquia

Como já é sabido, o jogador pode assumir o manto do Cavaleiro das Trevas que, pela última vez, trará justiça para Gotham. A cidade está sofrendo um processo de invasão e dominação, sob comando do Espantalho, tendo caos e medo espalhados pela mesma.

Visualmente falando, toda a ambientação, personagens e cinematics são bem feitos, tendo toda uma detalhação que torna muito prazeroso acompanhar tais detalhes e tais segmentos citados ao longo do jogo. Inclusive, muitos computadores da nova geração tiveram dificuldades em rodá-lo – problema que já foi resolvido, após um tempo de remoção da Steam.

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A jogabilidade de Batman: Arkham Knight traz algumas mudanças e melhorias. Há a inclusão de novos movimentos de combate e acessórios, que são essenciais para expressar como o Cavaleiro das Trevas age nas mais diferentes situações. Desde a combates até um ponto chave de raciocínio, e consequentemente, a realização da trama.

Os momentos sombras estão bem mais dinâmicos e com uma certa complexidade para sua resolução. Há também a presença de um “slow-motion” que permite ao jogador escolher suas próximas ações, com o objetivo de “combar” golpes ou até mesmo finalizar uma luta rapidamente.

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A introdução do Batmóvel, sua marcante presença e a possibilidade de pilotá-lo, trazem uma jogabilidade certamente incrível. São ótimos momentos de atuação e presença acompanhados da ação que só uma máquina pertencente ao arsenal do Cavaleiro das Trevas poderia ter.

Particularmente falando, é interessante ver como a presença do Batmóvel torna o jogo dinâmico e interessante, sem tirar o charme de se planar por Gotham, por exemplo. Aliás, planar por Gotham também ficou mais dinâmico e rápido. O jogador pode percorrer o extenso mapa da cidade com mais velocidade e agilidade.

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A presença dos personagens coadjuvantes, como Asa Noturna, Robin, Oráculo, Mulher-Gato, entre outros, é bem estabelecida e agrega muito ao roteiro do jogo. A importância desses personagens é destacada não apenas no universo do jogo, mas também no desenvolvimento do personagem Bruce Wayne, como um todo.

Ter a presença de tais personagens coadjuvantes também mostra o quão expansiva é a abordagem do universo do Batman no jogo. Tudo se conecta para a resolução da trama, destacando a gravidade da situação que move todo o jogo.

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Os vilões, em sua totalidade, tiveram participações e presenças fortes. Os personagens agregaram bastante na resolução da trama, no fator ideológico do Batman e na visão de cada um na cidade de Gotham. O desenvolvimento de suas histórias posteriormente aos eventos do jogo que antecede Batman: Arkham Knight – Batman: Arkham City – é notável, bem como a forma como isso os afetou.

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A introdução de um personagem totalmente novo e exclusivo para o jogo foi algo que realmente chamou a atenção e certamente empolgou os fãs da franquia. A forma com que o Arkham Knight foi se apresentando, desde sua revelação para os fãs e imprensa especializada, gerou todo um mistério por trás da verdadeira identidade do personagem. O antagonista foi trabalhado de forma muito boa, embora clichê, e trouxe algumas revelações que de certa forma adicionaram muito no desenvolvimento do jogo: a introdução de Jason Todd ao universo da franquia Arkham.

Sendo Jason Todd o Arkham Knight, seu momento serviu apenas como uma transição entre suas fases de Robin e Capuz Vermelho. Infelizmente o game perdeu um bom momento de surpreender os jogadores, através de uma reviravolta ou algo do tipo, pois Jason Todd foi a primeira suposição (óbvia) da identidade do personagem.

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Como antagonista principal, o Espantalho teve uma presença forte e deixou claro que, se trabalhado da maneira correta, pode desenvolver muitas histórias boas dentro do universo do Cavaleiro das Trevas. Ficou muito bem demonstrado o porquê dele ter sido o escolhido como desafiante principal a ser vencido pelo Batman.

A ideologia e objetivos utilizados pelo o antagonista são, em partes, clichês. Entretanto, são realmente bem trabalhados, de forma não tão diferente que em outra mídias. A importância do Batman em uma cidade como Gotham e o símbolo que o ele representa são comprovados para o jogador de forma impactante.

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Com o destino traçado para o Coringa em “Batman: Arkham City” somado à confirmação do Espantalho como antagonista principal de Batman: Arkham Knight, muitos dos fãs se perguntaram se o jogo teria a presença do personagem, e caso tivesse, como seria. Pois bem, o jogo possui a presença do Príncipe Palhaço do Crime e de uma forma consideravelmente genial.

A forma com que a Rocksteady Studios manteve a presença do Coringa, sem ofuscar o verdadeiro antagonista do jogo e sem deixar nenhuma brecha decorrente dos eventos do jogo anterior foi realmente incrível. A morte do Coringa em “Arkham City” é abordada, os efeitos disso no Batman e a relação entre os dois foi executada de forma estupenda, tendo ótimos momentos e reviravoltas, permitindo ao jogador assumir o personagem.

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Certamente Batman: Arkham Knight será um forte concorrente entre as premiações de games, e não é por menos. Afinal, o jogo apresentou todo um ótimo desenvolvimento, seguido de uma ótima qualidade visual, roteiro e jogabilidade, com muitas inovações e trazendo um final épico para a franquia.

O jogo foi lançado para as plataformas Xbox One, PlayStation 4 e PC. A versão brasileira conta com dublagem profissional.


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