Relembre a jornada da Nintendo no Brasil
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Relembre a jornada da Nintendo no Brasil

Do Nintendinho, a triste saída em 2015 e a surpresa do retorno cinco anos depois

A Nintendo está voltando para solo brasileiro vai iniciar a produção de seus produtos por aqui em breve. Somos um dos maiores consumidores dos produtos da Big N, ficando atrás apenas do Japão e dos Estados Unidos.

O retorno da Nintendo para o Brasil pode ser uma grande mudança. A produção sendo nacional teremos preços mais acessíveis e quem sabe a tão esperada localização para muitos de seus títulos, atraindo um novo público que sempre gostou ou teve curiosidade, mas não conseguia jogar por não entender o idioma inglês.

Para comemorar seu retorno, contaremos brevemente a saga da Nintendo no Brasil. Da sua chegada até os problemas que ocorreram com sua produção e a triste saída no início de 2015. Afinal, a vida não é perfeita se não rolar uma treta não é mesmo. Veja abaixo o tuíte que deixou os fãs da Nintendo em polvorosa. 

Tudo começou em 1993 quando a Nintendo chegou por aqui em uma parceria com a Gradiente e a Estrela, criando o nome “Playtronic” – mas que durou até 1996, já que a Estrela saiu e deixou tudo nas mãos da Gradiente. Dessa forma, muitos outros consoles da empresa conseguiriam chegar aqui mais facilmente. O primeiro videogame foi o NES (Nintendo Entertainment System) ou Nintendinho como gostamos de chamar, uma surpresa agradável para os amantes de game, mas também um grande problema.

Começando pelo fato do console ter sido lançado em 1983 lá no Japão e dois anos depois nos EUA, o Nintendinho chegou um pouco atrasado no Brasil. Isso aconteceu dez anos depois em 1993 com custos absurdos, o que acabou gerando uma alta taxa de clones como Phantom System, Top Game,Turbo Game, Dynavision, etc. para que as pessoas tivessem fácil acesso ao console, prejudicando as vendas oficiais.

De 1993 até 1996, tivemos dentro da Playtronic o Super Nintendo, Game Boy e o Virtual Boy. Após isso, em 1997 tivemos a chegada no Nintendo 64, que é um dos favoritos do público e sendo o último da geração de cartuchos, mas que infelizmente teve seu brilho ofuscado pelo lançamento do Playstation 1. 

Logo em seguida tivemos o Game Boy Advance, contando com a versão SP um tempo depois, com seu abre e fecha protetor de tela. Pokémon reinou nos portáteis, facilitando a vida do jogador em momentos de viagem ou até mesmo no recreio da escola, em que era possível jogar contra o colega com a conexão em fio de um portátil para o outro. Outros nomes como Metroid Fusion e The Legend of Zelda: The Minish Cap também foram uma febre dentro dessa pequena máquina. 

Logo depois, tivemos um grande console que foi o Game Cube. Ele decidiu encarar a batalha contra a Sony por conta do Playstation, trazendo um design com mini CDs e controles com design diferente do que estávamos acostumados a jogar. Mas Infelizmente ele não conseguiu bater o PS2 que foi lançado na mesma época, sendo um fracasso de vendas no mundo. Mesmo contendo ótimos games em sua biblioteca. 

E em 2006 tivemos a chegada do Nintendo Wii, renovando seus consoles e tomando o primeiro lugar novamente do mercado. A novidade ficou por conta de uma interação maior entre o jogador e a máquina. Pela primeira vez era possível capturar movimentos do jogador e reproduzi-los no game. Tinha jogo que ajudava a praticar yoga, jogar tênis, dançar e fazer outros exercícios físicos. 

Relembre a jornada da Nintendo no Brasil

Em seguida tivemos a chegada do Nintendo Wii U, que possibilitou jogar com um controle em formato de tablet. O GamePad, que tem tela própria sensível ao toque, permite vários tipos de interação com o console. 

Em janeiro de 2015 a Nintendo anuncia o encerramento de suas atividades no Brasil, dá um adeus amargo, bota a culpa nos impostos e no dólar e vaza. 

À época e em nota oficial, o diretor e gerente geral para a América Latina da Nintendo of America, Bill van Zyll, atribuiu ao ambiente de negócios brasileiro a decisão de sair do país. “O Brasil é um mercado importante para a Nintendo e lar de muitos fãs apaixonados mas, infelizmente, desafios no ambiente local de negócios fizeram nosso modelo de distribuição atual no país insustentável”, disse ao G1.

Em 2017 a empresa lançou o tão aguardado Nintendo Switch, um grande avanço em questão tecnológica, não só pelos games em formato digital e físico (em cards), mas também a possibilidade de jogar na televisão ou de modo portátil. Mas que por aqui só foi possível adquirir pelo mercado cinza. Em 2018, a empresa fechou parcerias com grandes como Amazon e Americanas pra comercializar o console e jogos, além de abrir a versão nacional de sua e-shop. Era o começo da reaproximação da Nintendo.

Agora com o anuncio de seu retorno pode ser que tudo fique mais fácil, já que ter um Nintendo Switch ficou difícil novamente por conta da pandemia e do grande vilão da empresa, o dólar altissimo. Uma unidade que era possível ser encontrada por menos de R$2.000,00 em fevereiro de 2020, agora chega até os R$4.500,00 dependendo da loja. Os games chegam a custar quase R$500,00 reais em mídia física e em média de R$250,00 a R$350,00 nos formatos digitais comercializados na e-shop.

Agora só nos resta aguardar como será a saga do retorno definitivo ao Brasil. A Nintendo prometeu o lançamento da versão nacional do Nintendo Switch ainda em 2020. Será? Vamos torcer também pela venda de produtos em um preço justo e de acordo com os valores já praticados pela Sony e Microsoft. 

Caso você tenha interesse de conhecer mais sobre a história da Nintendo, recomendo dois livros: o primeiro chamado “A Guerra dos Consoles. Sega, Nintendo e a Batalha que Definiu Uma Geração” e “Nos Bastidores da Nintendo”, ambos estão com links de compra da Amazon.

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E aí, curtiu?

Escrito por Guta Cundari

Do cinema para o jornalismo. Amante de filmes e games, fã filmes de terror trash e joguitos que duram meses. As Premiações pelo mundo todo que me aguardem e os noobs que sofram.

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