Game indie da semana

Evoland

O agora chamado Evoland Classic foi a primeira versão do que viria se tornar a genial homenagem e desconstrução simples dos jogos mais inesquecíveis e clássicos de aventura e RPG. Os mais de 300 mil jogadores mostraram ao desenvolvedor, Nicolas Cannasse, e sua empresa, a Shiro Games, que mais empenho deveria ser colocado a fim de transformar o game – elaborado em apenas 30 horas para a competição de jogos independentes online chamada Ludum Dare – em algo mais polido e elaborado.

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Lançado oficialmente em 2013 para PC, tendo tomado de assalto iPads e iPhones pouco tempo depois, Evoland não é simplesmente um jogo, nem mesmo uma homenagem, mas uma aula de história a partir de pequenos pedacinhos que mudaram e evoluíram ao decorrer dos anos – que são retratados por mudanças sonoras, gráficas, conceituais e de gameplay.

Com gráficos (inicialmente) simples e limitados, inclusive sem cor, focando no processo imaginativo do player, o jogo une a curva de aprendizado e as novas descobertas dentro de si para apresentar as mudanças que os games sofreram no decorrer do tempo. Em Evoland tudo evolui, seja o cenário, os monstros, a dificuldade, e até mesmo a quantidade e a variedade de conceitos. Podemos comparar os gráficos com os dos primeiros Gameboys até os portáteis mais recentes.

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Recheado de referências, piadas e easter eggs absurdos (como com Zelda, Super Mario, Breath of Fire e os Final Fantasy mais antigos) o jogo faz questão de emocionar os veteranos, e de trabalhar de maneira bem humorada com as limitações da época, até mesmo derrubando a chamada terceira parede ao interagir de forma ácida diretamente com o jogador ao apontas situações surreais com comentários do tipo “Você aprendeu a andar nas diagonais! WOW“.

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Os controles funcionam da maneira como deveriam funcionar: simples no início, irritantes no meio, cheios de possibilidades no fim. Há uma mistura de teclado e mouse que responde muitíssimo bem, inclusive na rotação de câmera ao se chegar numa espécie de “era tardia das três dimensões”. Nos mobiles os controles são um pouco estranhos. Não houve uma conversão perfeita com resposta 100% adequada (e não, não é uma feature do jogo) – nada que não possa ser ignorado, claro.

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De dificuldade mista e contendo um sistema de puzzle diversificado (até mesmo dentro do combate – exatamente como games mais antigos), Evoland é uma experiência divertida e casual, que serve para qualquer idade (juro que não é propaganda de brinquedo dos anos 90).

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 O som é outro show à parte, que nos relembra quão curiosos (e muitas vezes cômicos) já foram os pacotes de efeitos sonoros, muitos deles em MIDI que traziam a (impressionante) conversão de trilhas sonoras incríveis à simplicidade do digital dos anos 80/90. E aliás, há também a representação de quão repetitivas eram as trilhas em alguns dos jogos mais “avançados”, além dos problemas técnicos e quebras de padrão – nada feito sem propósito.
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Tido como, mais uma vez, um enorme sucesso, Evoland já gesta um filho, Evoland 2, que está em desenvolvimento nesse exato momento, prometendo cobrir ainda mais períodos, discrepâncias, evolução e história dos jogos – fora que será acessível para consoles e mais sistemas mobiles.
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Vale muito a pena experimentar em qualquer uma das plataformas que esteja à sua disposição. Falar mais sobre ele seria desmerecer a experiência e entregar as referências, então… corre e joga! Evoland está disponível para PC e alguns sistemas mobile Adroind e iOs, incluindo tablets.
Game indie da semana  Evoland (15) Referência sensacional no 1.
Game indie da semana  Evoland (18)  Referência sensacional no. 2
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