A busca pelo pior jogo do mundo | Catwoman (the Game)

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Eis o primeiro de muitos (muitos), muitos (eu já disse muitos?) posts com a missão da busca pelo pior jogo do mundo. Eu sei, eu sei, será uma busca árdua, e difícil, mas já separei healthpacks suficientes para essa incrível (e horrenda) jornada.

As regras da busca se limitam aos jogos que se levam/levaram a sério e mesmo assim produziram games tão horrendos que a cada nova descoberta terei de tomar poções de sanidade tiradas do Amnesia. Sem mais delongas, comecemos a nossa maravilhosa jornada.

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Seguindo o hype da péssima adaptação aos cinemas Mulher Gato (2004), estrelada por Halle Berry, Catwoman (the Game) foi o primeiro game com que o nobre aventureiro que vos fala deu de frente. Como se não bastassem todos os problemas extremamente evidentes com os quais nos deparamos no longa, a Warner e a EA Games acharam que o sofrimento poderia (e deveria, pelo jeito) ser prolongado.

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Além de graves falhas gráficas, repetições nauseantes de textura e um enredo raso, a jogabilidade é terrível. Os controles são bem estranhos e desregulados, o famoso “wonky“. O cenário é bastante limitado e cheio de paredes invisíveis inexplicáveis, além de animações in game extremamente mal feitas e sem preocupação com o encaixe dos sons.

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Não se engane. Essa é uma… cutscene (?).

A trilha sonora é bastante genérica e simples, além de bastante repetitiva. A dublagem, em geral é porca, porém, a dubladora da Mulher Gato (que não é a Halle Berry), Jennifer Hale, consegue se destacar como o único positivo do game.

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O combate é bizarro (reflexos e luzes arroxeadas saem dos membros da personagem toda vez que ela realiza um ataque, além de um medidor de “brilho”) e o hitbox (mais ou menos como o “corpo acertável”) dos inimigos é bastante estranho, o que pode fazer com que um golpe certeiro não provoque nada, e ao mesmo tempo alguns movimentos de metros de distância provoquem dano.

A movimentação da Mulher Gato, que talvez tornasse as coisas interessantes (OU NÃO!) por imitar um gato, só torna tudo mais bizarro e escroto.

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Tradução livre: “Eu queria esperar até o jogo do Bátima. Mas disseram não. Agora eu cheiro cola…”

Disponível para XBox, PS2, PC e Game Boy Advance (mesma coisa, gráficos mais simplificados – e, creia-me, até mais aceitáveis), Catwomen é um jogo bem ruim, porém, é só o primeiro da longa busca por games horríveis.

E você? O que você acha? Qual ou quais jogos são ruins a ponto de entrarem na nossa jornada? Comente!

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