Sucker Punch

Uma análise sobre simbolismo e controle mental

“Todo mundo tem um anjo. Um guardião que nos protege. Não podemos saber que forma vão tomar. Um dia, um velho. No outro, uma garotinha. Mas não deixe as aparências enganá-lo. Eles podem ser tão cruéis como qualquer dragão. Podem não estar aqui para lutar nossas batalhas, mas sussurram em nosso coração lembrando quem somos nós. Que cada um de nós tem poder sobre o mundo que criamos. Podemos negar que nossos anjos existem… Nos convencer de que não podem ser reais… Mas eles aparecem de qualquer maneira. Em lugares estranhos. Em tempos estranhos. Podem falar através de qualquer personagem que possamos imaginar. Gritarão através de demônios se precisarem… Nos chamando… Nos desafiando a lutar.”

Esse texto é recitado logo na abertura do filme “Sucker Punch – Mundo Surreal” (2011). Dirigido por Zack Snyder (300, Homem de Aço), o filme foi um fracasso com a crítica especializada. No Rotten Tomatoes, o consenso foi “É tecnicamente impressionante e carregado com imagens atraentes, mas sem personagens ou um plano para apoiá-las, todas as emoções visuais de Sucker Punch são em vão.” – e essa foi uma das críticas menos agressivas que o longa recebeu.

Embora soe como um velho clichê, as pessoas não gostaram de Sucker Punch porque, na verdade, não o compreenderam. O filme traz mensagens e simbologia a cada segundo, mistura a trilha sonora com os acontecimentos do roteiro e estuda profundamente temas polêmicos como lobotomia, abuso, controle mental e psicologia. Acompanhe a análise abaixo e entenda:

Atenção! A matéria a seguir contém spoilers do filme “Sucker Punch – Mundo Surreal” (2011)!

A TRAMA:

Ambientado nos anos 50, o roteiro acompanha uma jovem vivida pela atriz Emily Browning (Desventuras em Série) que, após a morte da mãe, fica sob a tutela de um abusivo padrasto. Este descobre que sua falecida esposa deixou todas as suas posses para as duas filhas e decide fazer algo a respeito. Para evitar que o homem abuse ou machuque sua irmã mais nova, a jovem pega a arma do padrasto e parte para cima dele, mas infelizmente chega tarde demais. Assombrada pelo assassinato da irmã, ela larga a arma e corre para fora de sua casa. É encontrada, mais tarde, em estado de choque ajoelhada no túmulo da mãe. O padrasto reporta à polícia que a jovem teve um surto psicótico após perder a mãe, assassinou a irmã e o atacou. Ela é sedada, encaminhada para um manicômio e lobotomizada.

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O CONTEXTO:

Antes de iniciar a análise da simbologia de Sucker Punch, é preciso explicar – mesmo que resumidamente – alguns fatores. Antes de criar esta matéria consultei leitores no twitter e no grupo do blog no Facebook, porque é um assunto delicado e que pode soar surreal. Contudo, me comprometo a analisar apenas fatos sólidos e que posso provar, restando a você, querido leitor, a responsabilidade de acreditar ou não.

CONTROLE MENTAL:

Sem cair no labirinto das teorias conspiratórias absurdas que se encontram em cada esquina da internet, a história do mundo é muito mais macabra do que podemos imaginar e existiu, comprovadamente, um projeto da CIA dos anos 50 que visou o controle mental humano.

Em 1975, em meio às investigações sobre os crimes da CIA – abertas depois de Watergate e da descoberta das perseguições dentro dos EUA aos opositores à guerra do Vietnã – revelou-se que desde 1953 a CIA (e o Pentágono) submetiam cidadãos americanos e estrangeiros a “experiências” com o objetivo declarado de adquirir o “segredo do controle da mente”.

Batizado de “MK-ULTRA”, o programa secreto que começou no início dos anos 50 e continuou até, pelo menos, o fim dos anos 60, executou experiências em seres humanos que visavam identificar e desenvolver drogas e procedimentos a serem usados em interrogatórios e tortura. O objetivo era debilitar indivíduos para forçar confissões por meio de controle mental, fabricar suicidas ou assassinos por meio da ingestão de drogas e técnicas de hipnose, apagar memórias, implantar lembranças falsas e incentivar personalidades múltiplas. As experiências foram feitas pelo Departamento de Ciências da CIA (Central Intelligence Agency Directorate of Science & Technology | Office of Scientific Intelligence, em inglês).

Se você está achando toda essa história absurda e sem cabimento, indico alguns links interessantes e informativos sobre o assunto que podem esclarecer muito mais do que este meu pequeno resumo:
MKULTRA: CIA mutila e assassina milhares atrás do ‘controle da mente’
Assassinos remotos – Revista Superinteressante
Project MKULTRA – The New York Times
One of the most shocking CIA programs of all time: PROJECT MKULTRA
Ex-pacientes submetidos a experimentos da CIA vão a Justiça contra a Inteligência Americana (em Inglês)
Professor McCoy exposes the history of CIA interrogation, from the cold war to the war on terror

Há muitas teorias conspiratórias que cercam o programa MK-ULTRA, envolvendo o assassinato do presidente Kennedy por exemplo. Não quero que ninguém confunda as informações que estou passando com essas teorias. O programa, de fato, existiu e isso é comprovado não apenas por documentos vazados, mas por vítimas de tais testes que até hoje processam o governo dos EUA.

SUCKER PUNCH – MUNDO SURREAL

As portas da percepção estão um passo atrás da lobotomia. O que aconteceu com Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) em “Ilha do Medo” (Martin Scorsese, 2009) nada mais foi do que a ascensão e o fracasso de uma tentativa de dissociação da realidade como forma de “curar” uma mente perturbada. Essa mesma viagem, maléfica e reveladora, é vivida também por Babydoll (Emily Browning) em “Sucker Punch”.

A história de Sucker Punch não se trata de empoderamento feminino, busca pela liberdade ou um grupo de heroínas lutando contra o mal. É a história de uma vítima que está se tornando cada vez mais dissociativa, uma vez que a dissociação é um mecanismo de defesa da mente utilizado para “escapar” do trauma insuportável e do abuso.

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Sucker Punch oferece uma amostra da confusão mental real vivida pelas pessoas submetidas aos testes do MK-ULTRA, enquanto expõe o espectador à mesma experiência: ilusões, enganos, inversões e dissociações. E à medida que o filme avança, a linha tênue entre a realidade e a ficção vai se apagando.

Entenda o que é dissociação:
A PSICOTERAPIA DA DISSOCIAÇÃO: Questionamento, Harmonização e Envolvimento

ANÁLISE

– A música que “abre” o filme é um cover de “Sweet Dreams”, do Eurythmics, cuja letra tem várias frases alusivas ao tema que estamos tratando:

– A irmã da protagonista dorme com um coelho de pelúcia. O coelho é um dos muitos simbolismos da dissociação mental, visto que “Alice no País das Maravilhas” é alvo de estudos e pesquisas que indicam que a protagonista sofre de Transtorno Dissociativo de Identidade. O próprio diretor, Zack Snyder, descreveu o filme como “Uma espécie de ‘Alice no País das Maravilhas’ com metralhadoras.”:

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(O símbolo do coelho de Alice aparece outras vezes no filme, como você verá a seguir.)

– Uma vez que é capturada pela polícia, a primeira atitude tomada é drogá-la com algum tipo de sedativo. As drogas são as ferramentas fundamentais do programa MK-ULTRA:

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– A protagonista é conduzida inconsciente até uma instituição psiquiátrica – exatamente da mesma forma que eram transportadas as vítimas do MK-ULTRA. De fato, ela é uma menina traumatizada e abusada, o que a transforma no espécime ideal predisposto à dissociação:

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– Dentro da instituição, o nome da protagonista é revelado pela primeira vez – “M. Reeas” ou “Reear”:

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– Conhecemos o enfermeiro responsável por ela, Blue Jones (Oscar Isaac):

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– A maioria das músicas do filme têm letras que, no contexto do controle mental, fazem alusão à dissociação. Quando a protagonista é levada a sua cela, escuta-se a versão de Yoav da música “Where Is My Mind”, da banda Pixies, que diz:

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“Com seus pés no ar e sua cabeça no chão
Experimente este truque e gire, yeah
Sua cabeça colapsará, mas não há nada dentro dela
E você se perguntará
Onde está minha mente?
Onde está minha mente?
Onde está minha mente?”

– A lobotomia é executada com a protagonista totalmente consciente. Com a ajuda de um martelo, o médico introduz o quebra-gelo – chamado orbitoclast – diagonalmente no crânio da paciente, no canal lacrimal entre o olho e a pálpebra:

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– Justamente no momento em que o médico está prestes a martelar o instrumento no olho dela, a dissociação ocorre e os espectadores são transportados para uma realidade alternativa. Neste mundo dissociativo e imaginário, ela e todas as pessoas da instituição interpretam outras personas:

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– Nesta realidade alternativa, a instituição mental transforma-se em um clube noturno gerido por um mafioso – que é, na vida real, o administrador da instituição. As pacientes da instituição são, agora, dançarinas. E esta versão distorcida da realidade traz uma mensagem importante, que não é mencionado diretamente no filme: se ela se envolve com prostituição em sua realidade alternativa, significa que está sujeita ao mesmo tratamento na instituição mental:

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– A lobotomia se transforma em uma cena erótica decadente protagonizada pela personagem Sweet Pea (Abbie Cornish), que logo diz uma frase que só se faz entender, de fato, no final do filme; aludindo à reviravolta na história que mostra que ela é (em teoria) a verdadeira protagonista:

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“Eu sou a estrela do show.”

– Seu nome agora é “Baby Doll”, que em tradução literal significa “bonequinha” ou “boneca bebê”. Aqui está mais uma alusão de Snyder ao controle mental sofrido pela protagonista: bonecas não controlam as próprias ações, não falam, não reagem e servem, única e exclusivamente, para a diversão de quem as possui.

– Enquanto Baby Doll chora no banheiro, escuta-se a música “Asleep” (The Smiths), cantada por ela mesma. Algumas frases da música se conectam com o filme, como:

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“Não tente me acordar de manhã
Porque eu já terei partido
Não se sinta mal por mim
Eu quero que você saiba
Que do fundo do meu coração
Eu ficarei tão feliz em partir”

– Utilizando a música como ferramenta, Vera Grosky (Carla Gugino, a médica da instituição que se transforma em uma instrutora de dança na realidade alternativa) diz a Baby Doll para “se deixar levar”, em outras palavras, para dissociar-se. Seguindo as ordens de Vera, quando a música começa, Baby Doll se transporta para um segundo nível de seu mundo de fantasia. Durante a duração da música, a dança se transforma (na mente de Baby Doll) em uma cena de ação com armas e artes marciais. Esse múltiplo nível de dissociação é um mecanismo de defesa da garota contra a dura e perturbadora realidade: o segundo nível, com cenas de luta em um Japão feudal contra samurais gigantes, significa que ela está dançando no primeiro nível (do clube noturno), o que significa que, provavelmente, está sendo abusada na realidade – dentro da instituição psiquiátrica:

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– Junto às armas de Baby Doll, vemos um coelho:

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– Ela luta contra três samurais gigantes e são exatamente três homens que a “assistem” enquanto “dança”:

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– Baby Doll se vê obrigada a dançar mais uma vez, e a música é muito significativa. Se trata de um remake da clássica “White Rabbit”, de Jefferson Airplane. No contexto do filme, a letra da canção possui um significado muito profundo:

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“Uma pílula faz você crescer
Outra pílula faz você diminuir
E as que a sua mãe lhe dá
Não fazem efeito algum
Vá perguntar à Alice
Quando ela estiver com dez metros de altura

Se você for perseguir coelhos
E você sabe que irá cair
Diga-lhes que uma lagarta fumando narguilé
Foi quem lhe chamou
Chame Alice
Quando ela era apenas pequena

Quando os homens no tabuleiro de xadrez
Levantarem e lhee disserem para onde ir
E você acabou de comer um tipo de cogumelo
Sua mente está se movendo devagar
Vá perguntar à Alice
Eu acho que ela saberá

Quando a lógica e a proporção
Tiverem caído por terra
E o Cavaleiro Branco estiver falando ao contrário
E a Rainha Vermelha com o seu ‘Cortem-lhe a cabeça!’
Lembre-se do que o rato Dormouse disse
‘Alimente sua mente’
‘Alimente sua mente'”

– A realidade que Baby Doll se transporta é diferente da primeira, o que indica diferentes tipos de abuso a cada “dança”:

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– A única coisa que se repete, independente da realidade em que se encontre, é a roupa fetichista que está vestindo – uma lembrança singela de que, por trás de tudo isso, a verdade é que seu corpo está sendo usado:

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– Vemos o rosto deste soldado (ainda sem saber o motivo):

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– Esta segunda realidade é ambientada durante a primeira guerra mundial. Baby Doll não está mais sozinha e conta com a colaboração de outras garotas da casa noturna/instituição psiquiátrica para alcançar o objetivo. A presença das garotas expõe algo que só se entende mais tarde – apenas Baby Doll e Sweet Pea existem no mundo real (isso se comprova durante a chegada da protagonista na instituição mental e os olhares que troca com a garota que vem a se transformar em Sweet Pea em sua ilusão):

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– A verdade é que as três garotas são reflexos da personalidade de Baby Doll. Rocket (Jena Malone), divertida e infantil; Amber (Jamie Chung), tímida e insegura; e Blondie (Vanessa Hudgens), lúdica e atraente:

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– Na parte da frente da máquina que Amber controla há um coelho:

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– Aos poucos, as garotas são assassinadas – uma alegoria aos resquícios de personalidade de Baby Doll que lhe são arrancados durante os testes aos quais está sendo submetida na instituição. Cada menina morta significa uma parte de Baby Doll que foi “morta” no decorrer dos experimentos:

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– A maioria dos filmes cujo tema é o controle da mente apresenta um espelho quebrado em algum momento – que representa a quebra da personalidade da vítima. Em Sucker Punch, o espelho se estilhaça quando Blue ataca Baby Doll:

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Durante todo o filme, a única meta de Baby Doll é sair daquele lugar e “ser livre” e evitar ser entregue ao “High Roller” (Jon Hamm) (um cliente especial da casa noturna que, segundo Blue, gostará muito dela). Em algumas ocasiões, o objetivo é chamado de “ir para o Paraíso”. Da mesma forma que ocorre na mente das vítimas do MK-ULTRA, os espectadores podem se sentir confusos mediante tais discursos e inversões (como o uso de palavras atrativas para descrever realidades horríveis). No longa “paraíso” e “liberdade” não significam fugir da instituição, mas sim, dissociar-se completamente da realidade. O homem que guia Baby Doll durante o caminho para sua “liberdade”, na verdade, está guiando-a à aceitação da lobotomia como única forma de ser livre.

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Essa conclusão inquietante se trata de um reflexo da realidade das vítimas: mesmo que escapem com vida dos testes e experiências, não conseguirão escapar do sofrimento e do trauma que carregarão. Baby Doll, aparentemente, se dá conta disso e no final, em vez de fugir da instituição com sua amiga Sweet Pea, age como uma verdadeira heroína e se sacrifica pela liberdade de sua amiga.

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– Em uma cena inédita da versão estendida do filme, Baby Doll encontra o High Roller. Este é um homem sofisticado, agradável e sensível, por incrível que pareça:

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– Tudo o que o High Roller quer de Baby Doll é um momento de verdade e honestidade. Ele não quer ter relações sexuais a força, mas que ela se entregue voluntariamente, de coração. Este ponto é onde o controle mental tem sua ascensão – quando a vítima está tão transtornada e arruinada mentalmente, que não há necessidade de ser forçada ou manipulada para executar as ações que lhe foram impostas:

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– High Roller a seduz com seu discurso eloquente e sedutor, prometendo-lhe diversas liberdades – a liberdade física, a abstrata, a liberdade da dor, da culpa e a liberdade de amar. Quando Baby Doll “se entrega”, voltamos à realidade da instituição. O High Roller é, na verdade, o médico que executa a lobotomia. Esta era a única liberdade que ela conseguiria alcançar:

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– Após ser lobotomizada, o médico comenta “A forma como ela olhou pra mim… Parece que ela queria que fizesse.”

– O médico conversa com Vera Grosky sobre a lobotomia, e esta concede ao público uma nova informação: a dissociação da protagonista não aconteceu no momento da lobotomia. De fato, ela passou 5 dias internada antes do procedimento, tendo “iniciado um incêndio, esfaqueado um funcionário e ajudado uma paciente a fugir”.

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– Neste ponto, o roteiro nos dá certeza de que estamos falando de uma vítima de controle mental. Como dito anteriormente, as garotas (salvo Sweet Pea) eram a própria Baby Doll e a única paciente que existiu na realidade junto com ela foi Sweet Pea. Ela de fato executou, em 5 dias, todas as tarefas necessárias para a fuga – enquanto sofria abusos e testes, vivendo nas demais realidades.

– A lobotomia aconteceu por último, como resultado de suas atitudes incontroláveis. O procedimento era utilizado em vítimas do MK-ULTRA que fugiam do controle, tornavam-se agressivos, violentos e etc.

Lobotomizada.

Lobotomizada.

– Grosky descobre que o procedimento estava sendo executado sem seu consentimento, da mesma forma que o MK-ULTRA foi executado ilegalmente em diversos hospitais e universidades da época:

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– O responsável pelo comando das experiências humanas e lobotomias era Blue.

– Blue leva a garota para uma sala vazia e, numa atitude surpreendente, chora por sua condição e pede que ela “volte para ele”. Subentende-se que, durante os experimentos, o enfermeiro teve algum tipo de relação com a garota e se envolveu sentimentalmente:

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SWEET PEA

– Descobrimos, no final das contas, que a verdadeira protagonista do filme era Sweet Pea. Depois de testemunhar o que aconteceu com Baby Doll, o espectador é levado ao lugar onde Sweet Pea se encontra, executando sua fuga:

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– Quando Sweet Pea está subindo no ônibus, encontra o mesmo garoto que vimos na trincheira – sugerindo que, talvez, ela ainda esteja dentro de sua própria fantasia:

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– Outro sinal de uma possível fantasia é que o motorista que bate em Baby Doll e o policial que aborda Sweet Pea são a mesma pessoa:

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– Quando Sweet Pea sobe, vemos que o condutor é o mesmo homem que guiou Baby Doll à lobotomia. Ele lhe diz para descansar, pois uma grande viagem os espera. Ele irá conduzi-la para a liberdade ou para outro “paraíso” dissociativo?

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– A última imagem do filme mostra um outdoor com a propaganda de um restaurante chamado “Paradise Diner”:

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CONCLUSÃO:

Sucker Punch é um filme profundo, lotado de mensagens e simbolismo que, infelizmente, não foi compreendido pelos críticos – e por boa parte do público. Os roteiristas (o próprio Zack Snyder e Steve Shibuya) fizeram o dever de casa neste longa e o resultado final é impecável, com conhecimento e criatividade.

Faz sentido? Não faz sentido? Você tem outra interpretação ou teoria sobre o simbolismo de “Sucker Punch – Mundo Surreal”?
Conte nos comentários!

Leia também: True Detective – Dissecando o ocultismo e o simbolismo da série

Por Louise


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