O Patriota de Ferro ideal para o MCU e a jornada dos Vingadores Sombrios
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O Patriota de Ferro ideal para o MCU e a jornada dos Vingadores Sombrios

Uma análise sobre o que vem por aí no Universo cinematográfico da Marvel tanto nos filmes e séries

O universo cinematográfico da Marvel está em constante mudança e reconstrução, ainda mais após o redirecionamento necessário que sucedeu a conclusão de “Vingadores: Ultimato” (2019).
Assim como “Guerra Civil” (2016), a “Saga do Infinito” e tantas outras histórias adaptadas, ainda existe uma infinidade de outras histórias apenas aguardando sua vez de serem adaptadas para as telonas.

Aqui, há uma abordagem relativamente possível sobre como uma equipe bastante teorizada pelos fãs, bem como seu líder em especial, pode se dar nas conjunturas atuais do MCU. Acertando alguma coisa e errando outra, o importante é que essas adaptações sejam surpreendentes o suficiente, seja você apenas um apreciador do que foi conteúdo no cinema ou se já acompanhou o material fonte em algum lugar da jornada.

A seguir, eu falo mais sobre as novas possibilidades de adaptações e o futuro da Marvel no cinema.

A contraparte nos quadrinhos – Norman Osborn

O Patriota de Ferro ideal para o MCU e a jornada dos Vingadores Sombrios

Após uma carreira conturbada envolvendo problemas com seu filho, substâncias duvidosas e garotas atiradas de pontes, o maior inimigo do Homem-Aranha, Norman Osborn, morreu e voltou à vida. Depois de idas e vindas como Duende Verde, foi na saga “Invasão Secreta” que o personagem conseguiu uma atenção especial e um novo status quo dentro do Universo Marvel. Ele se tornou chefe da segurança dos Estados Unidos e reuniu seu próprio time de “Thunderbolts”, que mais tarde viriam a assumir a alcunha de “Vingadores Sombrios” – claro que pro povão dentro dos quadrinhos o time era apenas outra formação de Vingadores. 

Você que não está acostumado com quadrinhos, não se assuste. Por lá, é normal que todo o personagem médio tenha morrido e ressuscitado pelo menos uma vez. Afinal, é uma cronologia que vem desde a era de ouro e é natural que mortes alavanquem vendas. 

Mas o ponto aqui não é Norman Osborn.

Contexto no cinema

O Patriota de Ferro ideal para o MCU e a jornada dos Vingadores Sombrios

Dentro do Universo Cinematográfico da Marvel, nunca fomos devidamente apresentados a Norman Osborn. Claro que houve a versão do Willem Dafoe e provavelmente é inevitável que vejamos outra face do personagem encarnada para pertencer formalmente ao universo, mas ainda assim, a teia que nos leva aos “Vingadores Sombrios” parece surgir pouco a pouco. E ela não vai esperar que um personagem seja recém introduzido para adquirir tamanha importância dentro do governo americano. Aqui, pelo contrário, prefiro olhar para dentro do cenário apresentado para tecer o que seria a adaptação ideal para o Patriota de Ferro dentro desses anos de filmes compartilhados. 

A verdade é que já existe um personagem ideal para tomar a armadura de Tony Stark pintada com a bandeira americana – que dentro do MCU não é tão do Tony Stark -, seu nome é General Thaddeus ‘Thunderbolt’ Ross.

Boa parte das pessoas sabem que o personagem nos quadrinhos, outrora apenas um militar rabugento atrás de Bruce Banner, eventualmente se torna o Hulk Vermelho, um alter ego irônico já que o personagem se torna aquilo que perseguia. Porém, até o presente momento, nenhum sinal foi dado nessa direção dentro do MCU. Pelo contrário, o personagem ainda é um engravatado que busca manter os super-heróis na linha. E que forma melhor de cumprir seu objetivo senão tendo a própria equipe de super-heróis e ainda assumindo o manto de algum deles? Pois é! Eu também não sei. 

Fato é que desde “Guerra Civil”, o personagem toma alguma importância dentro do ambiente estabelecido, e toda essa questão das conclusões de “Guerra Civil” sobre a forma de atuação dos heróis ainda não foi devidamente explorada após o segundo blip, que trouxe a metade dos sumidos de volta ao universo. Claro que a perseguição ideológica foi suspensa pela luta contra o Thanos e com toda essa questão de exploração do multiverso basicamente não houve tempo de respiro, mas ainda é uma ponta aberta – e que já deu indícios de que não foi completamente esquecida, mas que de algumas formas está sendo retrabalhada.

Para desenvolver isso, esse artigo precisa ir além de explorar a figura do General Ross e do porquê o caminho dele como Patriota de Ferro é bastante intuitivo – e devidamente ousado e subversivo, se bem explorado – mas devemos olhar mais uma vez para como o contexto dos quadrinhos reflete no MCU. 

Vamos falar da equipe.  

Os sinais do MCU e o surgimento dos Vingadores Sombrios

O Patriota de Ferro ideal para o MCU e a jornada dos Vingadores Sombrios

Tem aparecido nos filmes uma figura aqui e ali dando as caras e botando as primeiras provocações na mesa de personagens que ainda são relativamente duvidosos em suas posturas, como John Walker e Yelena Belova. Trata-se de Valentina Allegra de Fontaine, e o nome não tem nada a ver com alergia. A personagem tem aparecido de uma forma ainda misteriosa, mas que remete à forma como Nick Fury aparecia nos primeiros filmes da Marvel, só que ainda sugerindo ser de uma forma distorcida, já que ela direcionou Clint Barton como assassino de Natasha Romanoff e andou de papo com um personagem moralmente ambíguo e violento como o ex-Capitão América e então Agente Americano. 

Claro que isso pode significar qualquer equipe, como os próprios Thunderbolts – que estrategicamente se assim inseridos mais pareceriam uma resposta ao Esquadrão Suicida na visão do público geral. 

Como citado, nos quadrinhos essa equipe passa de uma versão de vilões para missões duvidosas controlados pelo governo para um grupo de vilões que se passam integralmente por super-heróis, o que, convenhamos, é bem mais interessante e relacionável com todo o tema de passagem de manto e discussões de legado que a narrativa dessa série de filmes tem buscado construir. Eis que surgem os Vingadores Sombrios. 

Nos quadrinhos o time é formado por: Venom (McGargan, ex-Escorpião), Miss Marvel (ex-Rocha Lunar), Gavião Arqueiro (ex-Mercenário), Wolverine (Daken, filho de Logan), Sentinela (só Sentinela mesmo), Ares (fazendo alusão ao Thor) e o Capitão Marvel de uma terra alternativa, que logo debanda por não fechar com esses caras.

Agora, vamos a algumas considerações sobre o time.

Membros da equipe e uns pitacos

Neste ponto, vale reforçar que o texto, na prática, se baseia em como uma adaptação dos Vingadores Sombrios pode ser feita de forma relativamente breve, mas na prática não sabemos se isso já será explorado nessa fase ou virá após os problemas cósmicos do multiverso, que parecem bem mais urgentes. Na prática, tudo o que sabemos até agora é o envolvimento do Agente Americano e da nova Viúva-Negra, e nada mais. O restante é viagem de fã. Embarque com prudência.

Abominável

Bom, chovendo no molhado: o Abominável apareceu em “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”(2021). Não é nenhum salto lógico explorá-lo como um substituto problemático do Hulk. 

Monica Rambeau – Rocha Lunar?

Ainda veremos mais da personagem sendo devidamente explorada com seus poderes em “Marvels”, mas não deixa de ser uma possibilidade interessante que ela seja de alguma forma manipulada por Valentina e Ross e jogada em uma direção errada, bem como Yelena. Afinal, nos quadrinhos apenas o Sentinela é realmente um herói poderoso sem reais más intenções sendo manipulado, e a desculpa é majoritariamente um transtorno envolvendo uma segunda personalidade (algo como a Fênix em Jean Grey, mas sem a parte da entidade cósmica). Seria bem mais interessante e profundo se apresentassem os jogos mentais e de manipulação em mais personagens bem intencionados, deixando a história bem menos preto no branco. 

Mysterio ou Venom

Para o cidadão médio do universo cinematográfico, que sobrevive à invasões alienígenas, vê seu colega do trabalho ser blipado (isso quando não é ele mesmo o sumido), presencia o aparecimento de uma mão gigante de celestial no meio do oceano e tantas outras coisas bizarras, o Mysterio ainda morreu como um herói. Não sabemos ao certo como o feitiço do Doutor Estranho afetou a memória das pessoas nesse sentido, mas imagino que a memória dele no auge de suas falcatruas, ainda seja vívida nesse povo batalhador.

Há quem diga, isso no mundo real, que o personagem pode estar vivo, dada a mesma característica manipuladora e ilusória intrínseca ao personagem. Seria uma volta que poderia ser utilizada de maneira inteligente, já que voltar dos mortos nunca foi banalizado nos filmes como é nos quadrinhos.

Em um mundo que perdeu as maiores referências como Tony Stark e Steve Rogers, um suposto super-herói voltando dos mortos poderia nutrir uma falsa esperança para essa população fictícia muito interessante narrativamente falando. Apenas o Homem-Aranha se lembraria do mal que Mysterio fez, e seria catártico vê-lo desmascarando de uma vez por todas o personagem lá na frente. Aliás, falando nele…

Caso o Mysterio nunca volte, apesar de Jake Gyllenhaal entregar uma versão muito interessante do personagem (e do filme em si não ser tão interessante quanto), utilizar o próprio Peter Parker tomado pelo simbionte também seria uma saída com potencial. Afinal, isso resolve o gancho e a intenção clara da Marvel de estrear o famoso “Homem-Aranha de roupa preta”.

Reinserir as novas dinâmicas dos heróis sem que conheçam a identidade do aracnídeo e ainda poderia utilizar a junção da equipe somada às afetações do simbionte alienígena em seu psicológico como uma fase sombria na vida do amigão da vizinhança, tudo isso somado ao fato se seu afastamento pessoal com tudo e todos. O arco terminaria com a separação do alienígena, que então buscaria o novo hospedeiro para se tornar o Venom que conhecemos. São tantos coelhos em uma única tacada…

Cavaleiro da Lua

Bom, já foi citado que nos quadrinhos houve um personagem com dupla personalidade sendo manipulado por Norman Osborn. Apesar de não ser nem de longe tão poderoso quanto o Sentinela (mas poder está longe de ser sinônimo de qualidade narrativa), Marc Spector está vindo aí. O trailer já saiu (assista ao trailer no player acima) e a série promete uma adaptação bastante interessante de um personagem neuroatípico, com muitas camadas a mais do que o próprio Sentinela. Por que não aproveitá-lo na equipe, já que bate com todo o conceito de uma equipe disfuncional? Afinal, os personagens verdadeiramente bem intencionados poderiam subverter a vilanização e reconhecer que se meteram em furada.

Gavião Arqueiro

Sim, Kate Bishop foi devidamente apresentada e merece o título. Mas o povão não sabe disso ainda, e essa sugestão é um chute bem mais arriscado do que as outras…

Mas, bom, já que Wilson Fisk e Matt Murdock migraram para fazerem parte efetivamente do conglomerado de filmes e séries oficial da Marvel Studios (já defendidas pelo PL faz tempo aqui), por que não aproveitar Wilson Bethel não pode ser reciclado também? 

O personagem assumiu a persona de uma versão sombria do Demolidor na terceira temporada da série, precedendo até todos esses temas em uma menor escala e de uma forma muito competente. Mas aqui, no MCU, em vez de substituir os chifres que ninguém efetivamente viu ainda, pode tomar o lugar de Clint Barton. 

Imagina só ver a Kate derrubando um psicopata de pontaria invejável e efetivamente se provando pro cidadão médio do MCU…

Enfim, faz bem sonhar. 

General Ross encaixa como uma luva (de ferro)

O Patriota de Ferro ideal para o MCU e a jornada dos Vingadores Sombrios

Além de todos esses pontos, a Torre Stark (também utilizada como sede dos Vingadores originais) foi vendida em “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (2017) e o assunto não foi mais tocado, apesar de a torre aparecer reconstruída em “Homem-Aranha: Longe de Casa” (2019). Ainda não sabemos efetivamente para quem, mas na fase retratada no filme Tony Stark estava totalmente alinhado ao General, e isso pode até ser uma pista sobre o assunto. 

Outro ponto é que Guerra das Armaduras vem aí. Na última vez em que vimos a interação de Rhodes com o General Ross, o núcleo pró-regulamentação dos super-heróis e a virada de Rhodes em prol do bem maior da humanidade (compactuando com o então terrorista foragido Steve Rogers) marcou um sinal de atrito entre os personagens, apesar de Rhodes ainda demonstrar fidelidade ao governo e à sua bagagem militar, como brevemente contextualizado em “Falcão e Soldado Invernal”. Ele foi o primeiro Patriota de Ferro, e no plot da série provavelmente veremos a tecnologia de Stark sendo roubada de novo, mais uma vez, novamente, pela milésima vez. Desta, contudo, em maior escala e sem a presença de Tony (ou de Peter pra resolver a bagunça, pra variar). 

General Ross é um personagem essencialmente controlador. Se os heróis se tornam uma ameaça, ele os controla de perto. Se as armaduras de Stark se tornam uma ameaça, por que não fazer o mesmo? Convenhamos que assumir o simbolismo em cima de toda a carga que Homem de Ferro e Capitão América ainda representaram para a população é muito mais interessante do que só mais um Hulk genérico (e, pois é, já temos o Abominável)…

Tudo isso somado ao fato de que, de novo, o Osborn dessa dimensão nunca deu as caras. Por desenvolvimento, não vale a pena desperdiçar todo o potencial como adaptação que a Marvel tem nas mãos por mera “fidelidade aos quadrinhos”.

Seja como for, o que podemos fazer é esperar que essa grande estrutura de planejamento que envolve o MCU mova suas engrenagens e pouco a pouco o cerco se feche…

E aí, curtiu?

Escrito por Diego Muntowyler

Marketing digital durante o dia, escritor durante a noite. De ficção a conteúdo nerd, acredito na palavra como arte e é hora de parar de engavetar as coisas. Que a Força esteja com você.

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