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Cinema

Festival Latinidades aborda representação e estereótipos do cinema negro

O Latinidades 2015, Festival da Mulher Afro Latino-americana e Caribenha, abordou o cinema negro e o protagonismo da mulher negra no cinema.

O Festival Latinidades, criado em 2008 para comemorar o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, é o maior festival de mulheres negras da América Latina. O evento começou ontem (22) em Brasília e vai até domingo (26). O tema de 2015 é o cinema negro. No festival também será abordado o protagonismo e a representação das mulheres negras nesta arte.

Na última quarta-feira, dia 22 de Julho, foi realizada uma discussão no Cine Brasilia (mesmo local de realização do evento). A mesa batizada “Afinal, o que é cinema negro”, contou com a participação de Kathleen McGhee Anderson, roteirista americana de televisão, teatro e cinema; Janaína Oliveira, professora de história no Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ); e Larissa Fulana de Tal, diretora de cinema do coletivo Tela Preta.

Kathleen McGhee Anderson diz que o cinema negro pode ser resumido como “filmes feitos por negros e para negros”. E questiona: “Por que é tão vital que negros façam cinema?” A produção artística, afirma a roteirista, tem um grande poder de transformação. “Literatura, música, cinema, etc. são instrumentais para nos mostrar para o mundo. E quanto mais escrevermos sobre nossas especificidades, sobre a nossa realidade local, mais universal será a nossa mensagem.”

Janaína Oliveira reforça a necessidade de “descolonizar os olhares” de quem vê e quem faz cinema. “O cinema negro diz respeito às nossas histórias. Aí vem o problema das representações e dos estereótipos. Por exemplo: achar que um personagem negro responde por todos os negros”,

Acrescenta a professora, também pesquisadora de cinema negro e coordenadora do Fórum Itinerante de Cinema Negro (FICINE).

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Foto de Angele Etoundi Essamba, que terá exposição no Festival Latinidades

Larissa Fulana de Tal reclama da representação negra feita de maneira superficial: “Não existe profundidade”. Ela acredita que realizadores negros deveriam expandir suas bagagens cinematográficas com cinematografias de outras referências e sensibilidades. “Nos filmes iranianos e africanos encontramos roteiros menos convencionais, personagens mais complexos”, comenta.

A diversidade do cinema negro, tanto as produções antigas quanto as contemporâneas, se beneficiaram enormemente da popularização da internet. Para Kathleen McGhee Anderson, essa facilidade representa um divisor de águas. “Se no passado o contato das pessoas com o cinema negro era quase nulo, hoje em dia, no YouTube podemos encontrar centenas de filmes, do mundo todo.”

Espaço, muitas vezes, de perpetuação do racismo, a internet vem sendo apropriada como ferramenta de luta e articulação, segundo os participantes do festival. Na opinião de Everlane Moraes, artista plástica e cineasta independente, o grande desafio é se apropriar da tecnologia para produzir conteúdos que ajudem no fortalecimento da auto-estima negra. “Temos que trabalhar com a memória, o imaginário e a melancolia do período colonial. Temos que ter consciência da negritude e lutar por espaços na TV e na internet, espaços de reivindicação política”, afirma.

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Palestrante Kênia Maria na oitava edição do Festival Latinidades Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A atriz carioca Kênia Maria, criadora do canal “Tá bom pra você?”, do YouTube, comentou a importância da família na luta pela afirmação negra. Ela disse que os vídeos que produz sobre a cultura negra surgiram a partir do desconforto de sua filha mais nova que, aos 13 anos, começou a perceber o racismo e a questionar a atitude das pessoas em relação aos negros. “Ela era a única negra da sala de aula e estava sofrendo quando decidiu parar de alisar os cabelos. Eu estava dando todas as armas para que ela se reconhecesse e resgatasse a auto-estima. Dai surgiu a ideia do canal, para debochar do racismo”, afirmou.

“Não existe história do Brasil sem o negro”, afirmou Dom Filó, o criador do Cultne, maior acervo digital de cultura negra do país. Ele disse que começou a fotografar festas negras no Rio de Janeiro, na década de 1970. E nos anos 70 começou a produzir material audiovisual. Todo o acervo, mais de 3 mil horas, está sendo digitalizado. Atualmente já estão disponíveis na internet 300 horas, com mais de 6 milhões de visualizações.

“A história está presente nesse acervo. A história do negro no Brasil é invisível, aprendemos pouco nas escolas. Quando a gente vê, a gente consegue entender um pouco melhor”. Afirmou ele.

A professora Janaína Oliveir indicou alguns filmes essenciais para conhecer o cinema negro. Confira!

Além de sessão de curtas e debates, a programação do festival conta com diversos shows. Confira a programação clicando aqui.

Fonte: Portal Brasil

Veja também: 

5 filmes para refletir sobre racismo que você deve conhecer

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Serial killer não praticante, produtora audiovisual de formação e redatora por vocação. Falo sério mas tô brincando no twitter @exulianemanda nudes: [email protected]

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