Sonic: O Filme (2020) | Longa aposta em clicherização segura e divertida

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O longa do ouriço mais famoso do mundo estreou no inicio de fevereiro, “Sonic: O Filme (2020)” dá vida a uma das franquias mais reconhecidas dos videogames.

Inspirado nos jogos do ícone da SEGA, em “Sonic: O Filme” (2019) acompanhamos o famoso ouriço se juntando ao xerife Tom (James Marsden) para escapar de uma incessante busca governamental e, assim, derrotar o lunático Dr. Robotnik (Jim Carrey), que pretende usurpar os poderes do velocista para aprimorar sua robótica.

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Sonic: O Filme (2020) | Longa aposta em clicherização segura e divertida

Sonic: O Filme” (2020) vem com uma proposta de trama mediana, então norteando todo seu foco no público-alvo que busca atingir. Público este que não se trata dos hoje, anciões, que jogaram as obras ao quais o longa se inspira, mas sim do público infanto-juvenil em que a busca pela diversão e aspirações cômicas reinam.

Nesse sentido, o longa não busca quebrar barreiras ou se desafiar indo daqui até a lua em um velocípede, mas sim a se limitar em apostar na sua própria zona de estrutura segura, tanto em conceito quanto em execução. Ou seja, o que não falta no longa são clichês contemporâneos cuja funcionalidade depende de quem o vê.

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Sonic: O Filme (2020) | Longa aposta em clicherização segura e divertida

Ainda sim, as “clichêrizações” de “Sonic: O Filme” (2020) não inibem as boas camadas divertidas do longa, que por vezes são aplicadas de maneira interessante à tela. Tais momentos idem refletem a boa, mas rasa, interpretação que o “azulão” ganha em seu filme: um personagem divertido, mas que busca compreender seu lugar ao universo.

Não limitado somente ao Sonic, é interessante acompanhar ainda a interpretação aplicada ao seu antagonista, Dr. Robotnik. Que ainda que rasa, traz uma abordagem vilanesca de bullyng estranho e psicótico. Comportamentos esses ressaltados de maneira regular pela atuação de Jim Carey.

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Sonic: O Filme (2020) | Longa aposta em clicherização segura e divertida

Por vezes, “Sonic: O Filme” (2020) pouco se importa em justificar os pontos que caracterizam seu universo base. Constrastando, assim, na também notória falta de consistência que o desenvolvimento do longa tem. O que, até certo ponto, tem seu incômodo dependente de quem o assiste.

De toda forma, ainda que o longa aposta suas fichas na clichêrização segura e divertida, vislumbramos aqui um filme de qualidade mediana. Sendo, em determinados contextos, aceitável na transcrição da famosa franquia dos jogos eletrônicos para as telonas. Espero ver uma continuação e, que independente do público-alvo que busque acolher, traga o desenvolvimento consistente de uma identidade própria.