Resenha – Saint Seiya: Soul of Gold

Muitas perguntas, poucas respostas

ATENÇÃO: ESSA RESENHA PODE CONTER ALGUNS SPOILERS PARA AQUELES QUE AINDA NÃO ASSISTIRAM OS DOIS PRIMEIROS EPISÓDIOS.

O novo anime dos cavaleiros de Athena, Soul of Gold, chegou ao seu segundo episódio nesta semana e confesso que, embora a história pareça ser boa, algumas coisas permaneceram sem respostas para mim.

A história começa com um Aiolia confuso, buscando entender o motivo de ter sido ressuscitado e enviado para Asgard. Ele logo encontra com Lifia, uma criada do palácio Valhala, que lhe explica que Hilda de Polaris ficou doente e seu substituto é Andreas, um cara mal intencionado.

Ela afirma que, sob o falso pretexto de fazer com que o rigoroso inverno em Asgard tenha fim, Andreas está dando prosseguimento ao seu plano de destruir o reino gelado. Para isso, ele trouxe de volta à vida a árvore do mundo, Yggdrasil. Ao seu lado estão os 7 novos guerreiros deuses de Asgard.

Lifia, então, pede ajuda para Aiolia, para que ele possa derrotar os guerreiros deuses e tirar Andreas do poder antes que uma tragédia aconteça. É neste ponto que aparece minha primeira dúvida. Aiolia começa com a postura esperada de um cavaleiro de Athena. Ao observar que o Grande Eclipse ainda está acontecendo (ou seja, a guerra contra Hades ainda não teve fim), o Cavaleiro de Leão está decidido a voltar para o submundo e continuar a lutar para salvar a vida de Athena. 

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Porém, no decorrer do episódio, é possível observar uma mudança na decisão do cavaleiro, que decide ficar para ajudar Lifia e, ao mesmo tempo, entender por que foi trazido de volta à vida e enviado para Asgard. Isso não me deixaria confusa se a guerra contra Hades já tivesse acabado.

Isso porque o anime sempre bateu tanto na tecla de que os cavaleiros de Athena são incondicionalmente devotos à ela, que agora o simples fato de estar curioso quanto à sua ressurreição ser um ponto decisivo para que Aiolia prefira resolver primeiro os problemas pendentes de Asgard em vez de salvar Athena – que corre grande perigo nas mãos de Hades – me causa grande estranheza. Vale ressaltar que o único motivo do meu descontentamento se dá pela ausência de explicação para essa mudança de postura do cavaleiro. Falta uma justificativa para que a segurança de Athena seja posta em segundo plano.

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Outro ponto que me deixou ainda mais confusa foi no momento em que Aiolia enfrenta um dos guerreiros deuses, o cavaleiro Gullinbursti Frodi. Obviamente o Cavaleiro de Leão invoca sua armadura de ouro para a luta. Estaria tudo bem se as armaduras de ouro não tivessem sido enviadas para os Campos Elísios, na guerra contra Hades (lembrando, mais uma vez, que, ao que aparenta, a história em Asgard está se passando ao mesmo tempo em que está acontecendo a luta dos cavaleiros de Athena, no submundo do deus Hades).
 
Oras, se as armaduras de ouro foram enviadas para os Campos Elísios para ajudar os cavaleiros de bronze, como Aiolia poderia invocar a armadura de leão para usar em Asgard sem prejudicar Seiya e os outros?
 
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Eu esperava compreender melhor essas questões assistindo o episódio seguinte de Soul of Gold. Acontece que, ao invés de sanar pelo menos uma dúvida, eu acabei ficando ainda mais confusa.
 
Mu de Áries, Aldebaran de Touro e Dohko de Libra aparecem no segundo episódio. Ao que parece, eles já estão cientes de que todos os cavaleiros de ouro foram ressuscitados e enviados para Asgard e cogitam a possibilidade de que Odin tenha algo a ver com isso. Mas, ainda assim, parecem ter colocado em segundo plano o dever de proteger Athena sem qualquer justificativa plausível.
 
Certo, vou direto ao ponto causador do meu maior descontentamento até agora com a animação: Dohko de Libra. O Mestre Ancião, um dos mais sábios cavaleiros de Athena, é mostrado como um juvenil inconsequente, que se sente mais vivo do que nunca agora que foi trazido de volta à vida, e cujas vontades são brigar em uma arena de lutas e tomar cerveja em um bar junto com Aldebaran. O QUE É ISSO, BRASIL? 
 
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Onde foi parar o Cavaleiro de Libra, possuidor de grande sabedoria, que, apesar de jovem, viveu mais de 200 anos antes de se sacrificar por Athena no submundo? Eu espero, sinceramente, que essa postura mostrada seja algum tipo de sabedoria distorcida que vai ser explicada nos próximos episódios de Soul of Gold, porque alterar a personalidade de um personagem dessa forma, para mim, foi o maior ponto negativo da animação, até agora. O único que realmente parece estar mantendo algum juramento à Athena ali, até agora, é o Aldebaran.
 
E mais uma vez, Mu, Dohko e Aldebaran, confusamente, invocam suas armaduras de ouro para lutar. Minhas dúvidas quanto a isso permanecem.
 
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Mas calma, também não estou aqui a apedrejar o anime. Sinto-me unicamente na obrigação de expor minhas confusões, na esperança de que alguém, ao ler essa resenha, se disponha a tentar saná-las. No mais, estou gostando sim de Soul of Gold. As lutas mantiveram detalhes da animação clássica e isso muito me agradou. Como uma fã conservadora, fiquei muito feliz também com o traço do desenho que muito se assemelha ao clássico.
 
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Mesmo com todas essas questões em aberto, pretendo continuar assistindo o anime e acompanhar o desenrolar da história. Nada abala a emoção de ver, mais uma vez, os cavaleiros de ouro que tanto gosto.
 

E quem quiser acompanhar Soul of Gold, pode ser por meio deste player onde os episódios são lançados quinzenalmente. Nesse site, os episódios tem legendas em vários idiomas, inclusive PT-BR.


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