Resenha – Drifters

Tanta referência que o Capitão América ficaria louco

Resenha - Drifters | Tanta referência que o Capitão América ficaria louco

Drifters é mais um mangá de Kouta Hirano, o autor de Hellsing. Lançado em 2009, a história começa mostrando o samurai Shimazu Toyohisa lutando na Batalha de Sekigahara. Toyohisa é um jovem sedento por sangue, que enxerga apenas o seu próximo oponente e não descansa até que consiga obter para si a cabeça de seu adversário. Após o desfecho dessa batalha intensa, Toyohisa segue bastante ferido e exausto em meio ao campo, quando é subitamente transportado para um corredor onde haviam várias portas, uma mesa e um homem de óculos. Confuso, Toyohisa tenta conversar com o homem misterioso, mas acaba sendo ignorado e enviado para um outro universo.

Ao acordar nesse novo mundo, o samurai encontra outros grandes guerreiros que também haviam sido enviados para aquele lugar, para integrarem um grupo chamado Drifters. Esse grupo deve, em tese, lutar contra um outro grupo conhecido como “Ends”, ou “Resíduos”. Esses conhecidos como “Resíduos” são seres do mal, que abandonaram suas humanidades e foram enviados para aquele outro mundo.

A “Organização Outubrista” é formada por magos humanos, que tentam reunir os Drifters, de forma que eles possam lutar e salvar o mundo em que vivem. Além desses magos humanos, este universo é habitado por outros seres mágicos, como elfos e também anões.

Esse é um mangá bastante confuso, a princípio. Isso porque logo no começo já é possível se deparar com várias referências e muitos nomes pra se gravar de uma só vez. É como se um caminhão de informações te atropelasse assim que você abre o mangá para começar a ler. Além disso, o autor não se preocupa em explicar muitas definições nos primeiros capítulos, tanto é que a ideia do que vem a ser de fato um Drifter só surge no final do primeiro volume.

Resenha - Drifters | Tanta referência que o Capitão América ficaria louco

Eu parto do princípio de que, a referência em uma obra é algo muito positivo e enriquecedor, que só tem a adicionar, principalmente quando você consegue entendê-la e sentir muito especial por isso. MAS, como muitas coisas na vida, o excesso faz mal. Esse é o caso deste mangá. O autor fez uso de tantas, mas TANTAS referências que sinceramente chega um determinado momento em que a vontade é de simplesmente ignorar as referências e ler normalmente.

Esse sentimento vem principalmente porque, sempre que uma referência é feita, um número é colocado na frente dela, para que o leitor possa olhar no rodapé da página e conferir do que se trata. Agora, pense ter que fazer isso em praticamente todas as páginas, as vezes mais de uma vez por página. Deixa de ser interessante e passa a ser massante. Nem o Capitão América aguentaria tanta referência, meus amigos.

Resenha - Drifters | Tanta referência que o Capitão América ficaria louco

A história, por outro lado, é até bem interessante e vale a leitura. Mas, esteja preparado para essa grande quantidade de informações que será jogada em sua cara logo no começo do mangá e tenha em mente que isso irá continuar pelos próximos volumes. No mais, eu recomendo para maiores de 16 anos e inclusive já vou facilitar a sua vida deixando os links onde é possível encontrar os volumes publicados pela Editora Nova Sampa disponíveis para compra.

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