Resenha – Boku Dake ga Inai Machi

A habilidade de voltar no tempo

Já pensou se você tivesse uma habilidade tão, mas tão peculiar que te fizesse voltar no tempo e corrigir um erro/problema a fim de evita-lo em um futuro não tão próximo? E se esse futuro fosse, mais ou menos, 18 anos? Essa é a ideia central e Boku Dake ga Inai Machi, do tão conhecido diretor Itou Tomohiko (Sword Art Online), com adaptação feita pelo renomadíssimo estúdio A-1 Pictures, responsável pelo maior sucesso do ano passado, Nanatsu no Taizai. Sendo o mangá bastante popular no Japão, ao ser criada a versão de adaptação em anime, a A1 acertou principalmente no character design dos personagens, conseguindo ser bastante fiel aos traços do mangaká Kei Sanbe. Mas o que, de fato, prende tanto os fãs a essa série? O gênero, primeiramente. Particularmente sou um amante de seinen/psicológico/sobrenatural, então de cara me identifiquei com o anime, além da abertura contar a com banda Asian Kung-Fu Generation, responsável por “n” aberturas de Naruto, batendo aquela nostalgia legal.

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Sem mais delongas, a história gira em torno do mangaká Satoru Fujinuma, que é, como o clichê pede, um rapaz obstruído pelo seu medo de se expressar. Embora bastante retraído e focado apenas na sua rotina exatamente idêntica dia após dia, ele possui uma habilidade, digamos, “involuntária”, capaz de fazê-lo voltar no tempo e corrigir uma catástrofe de acontecer. A esse fenômeno se dá o nome de “Revival”, onde ele simplesmente “volta” no tempo já com a ideia do acidente (ou qualquer coisa relacionada a isso) acontecer, com a consciência do futuro, sendo assim capaz de evitar que aquilo aconteça.

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Certo dia, ele se envolve em um “acidente” onde é enquadrado como assassino, por incrível que pareça – afinal, nosso protagonista é muito na dele MESMO. Desesperado pelo ocorrido (vocês vão entender se assistirem), ele volta no tempo, há muitos e muitos anos atrás, tamanho é seu desejo em evitar que a tragédia da vez acontecesse e, assim, evitar até mesmo ser culpado por algo que não cometeu. “Mas quanto tempo necessariamente ele voltou?” ah, só 18 anos atrás só! (hahaha!) Satoru se vê como um pequeno garoto do primário, a um exato mês do desaparecimento misterioso de sua colega de classe Kayo Hinazuki, que é uma peça chave para o que aconteceu lá no futuro, muitos anos à frente, mesmo não a envolvendo diretamente. Essa ideia é o mais interessante de toda a história, pois Satoru se vê forçado a resolver um problema paralelo que tem uma ligação indireta com o ocorrido com outra pessoa no futuro, anos adiante!

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Toda essa trama é o que mais atrai você, amante de um anime sem violência escrachada e tipicamente shounen a pelo menos dar uma conferida. Confesso que eu, como adorador compulsivo de shounen estilo Dragon Ball, Fairy Tail, Naruto e afins não me interessei de começo por ser um anime sem “ação”, ou seja, lutas épicas e tudo mais. Entretanto, ao ver que a história se mantém sólida o suficiente para me prender diante do computador, dei um pouco mais de atenção e hoje, sem sombra de dúvidas, Boku Dake ga Inai Machi, ao meu ver, é o melhor anime da temporada atual de 2016, batendo facilmente até o anime mais querido do público em geral: Dragon Ball Super. Vale a pena conferir e posso garantir de pés juntos que não vão se arrepender. A série terá 12 episódios e atualmente está no de número #03, ou seja, ainda dá tempo de acompanha-la toda. E, ah! Estão criando até mesmo um live-action da série, que posto assim que tiver confirmação de data para a estreia. Deixo o PV da adaptação para conferirem:

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