Após umas “férias” no Caribe que incluíram enfrentar um cartel para-militar inteiro nas selvas da América Central, ser vendido como escravo para Ossos Cruzados e uma desconfortável estadia em uma prisão na Costa Rica, Frank Castle é resgatado por Rachel Cole-Alves (Claro que vocês lembram dela, né?) e está finalmente de volta a Los Angeles. O problema é que em sua ausência a cidade foi totalmente dominada pela gangue Dos Soles (novamente) e o caos reina. Para piorar a situação os Comandos Selvagens continuam tentando apagar o Justiceiro e sequestraram reféns para atrair o anti-herói.
O roteirista Nathan Edmonson continua nos presenteando com mais uma edição descompromissada, descomplicada e divertida nessa série do Justiceiro. A simplicidade, as premissas diretas e na maioria das vezes manjadas, a ausência total de frescura, o cuidado com a caracterização dos armamentos e o foco na ação já
Não há como fazer reclamação alguma sobre a arte de Mitchell Thomas Gerads. O sujeito continua impecável nas caracterizações, desenha as cenas panorâmicas de Los Angeles como poucos e é preciso como um atirador de elite na fotografia das cenas de ação. As referências visuais que evocam jogos de tiro em primeira pessoa continuam lá e o cuidado com o visual dos equipamentos e armamentos de Frank Castle nesta fase é louvável. As armas de fogo, armas brancas, explosivos, peças de vestuário e todo tipo de equipamento usado pelo Justiceiro ou por qualquer membro deste elenco são baseados em referências reais. Para os entusiastas de equipamento de guerra é um deleite toda vez que há um close em alguma peça de equipamento. O artista tem um traço bem rude e grosseiro, mas isso aqui não é a HQ do Pequeno Poney. É a porra do Justiceiro.
Justiceiro #12 continua a trilha de simplicidade, objetividade e grosseria que se propôs desde o início da fase escrita por Nathan Edmonson. A premissa é manjadíssima e o roteiro não tem nada revolucionário. É uma história de ação clássica com desenhos totalmente alinhados com a proposta do roteiro e um cuidado extremo com as caracterizações e cenas de ação. Esta edição mantém o bom nível do título e evoca memórias de tempos em que os quadrinhos urbanos eram mais simples e sem tramas muito complexas. Uma ótima leitura e um divertimento garantido.


