1. Eu passarinho!

    "Todos estes que ai estão
    Atravancando o meu caminho.
    Eles passarão.
    Eu passarinho!"

    Poeminho do Contra - Mario Quintana

    O trocadilho do poeta é genial, indiscutível. Mas ao que, de fato, essas palavras tão rápidas se referem? Bom, meu palpite é que diante de problemas diversos, haverá quem se esforce muito para resolvê-los e outros que encontrarão soluções bem sutis. Tudo isso ele mostrou em apenas duas palavras: passarão e passarinho. Deixando a conotação de lado, venho falar do sentido arcaico do poema. Afinal, se o blog fosse ensinar interpretação de texto, ele não se chamaria proibidoler.com.

    "Eu passarinho!" - que se jogue da sacada o indivíduo que nunca quis ter asas e o poder de voar. Voar deve prover uma sensação tão boa que até mesmo os acrofóbicos enfrentariam o medo por um par de asas. Já tive medo de altura, hoje eu pularia com um pára-quedas da Eiffel sem maiores problemas, ainda assim considerando que seria preso logo após do ato.

  2. O Telemarketing é o setor que mais emprega no Brasil na atualidade. Mas também é a profissão que mais te mancha no mercado de trabalho. È como torcer pro Flamengo, uma vez operador de telemarketing, será operador de telemarketing até morrer e por mais que você tente mudar de área você não consegue (isso na grande maioria dos casos lógico não são todos).

    Por ser um dos setores que mais existem vagas disponíveis e agora mais ainda depois desta nova lei de atendimento em Call-Centers, esta profissão serviu como o primeiro emprego para a grande maioria dos jovens anteriormente era sempre o Mcdonalds ou a que fazia este papel Cinemark.

    Muita gente acha péssimo ter que ligar para uma central de atendimento, outros já estão até internados ou freqüentando grupos de ajuda, pois se ouvir falar em 0800 a convulsão é automática. Todos pensam que trabalhar 6 horas não cansa, vem você então sentar a bunda em uma cadeira e botar um acessório parecido o microfone da Madonna ou Sandy e Junior na cabeça e atender os melhores clientes do mundo. Até hoje eu nunca vi um cliente que não viesse com 7 pedras na mão eles vinham mesmo era com 14.

  3. O Pipoqueiro

    Tá bom. Agora é a parte que eu me apresento, certo?
    Olá caros leitores, meu nome é Flávia e sem-mais-nem-menos eu caí de pára-quedas aqui(mentira vim de carona com o padre). Agora sou mais uma que proibe a leitura alheia - e prometo que vou tentar me adaptar. Sem mais.
    Hoje não vou falar sobre o Caminho das Indias tampouco sobre o Big Brother Brasil 9 e o Pedro Bial. Também não quero falar sobre a Suzana Vieira muito menos sobre a refilmagem de REC, Quarentena - não me obriguem a isto.
    Hoje eu quero falar sobre o moço da pipoca, o pipoqueiro. Aquele que vende em praças, pontos de ônibus e igrejas não só a pipoca doce e a pipoca salgada mas também a famosa batatinha.
    Desde mil anos a.C (mentira), nosso amigo pipoqueiro está na praça. Sempre com aquele sorriso carismático no rosto, tentando vender seu ganha-pão a R$1,00, R$1,50 e até mesmo a R$2,00 aquela caprichada com o queijo que tanto gostamos. É obrigação do pipoqueiro alimentar os olhos das crianças e enchê-las de água na boca ao olhar aquelas pipocas coloridas.
    Nós, meros mortais, apenas não reparamos que existe uma grande ilusão por trás das pipocas.

  4. Malandro é malandro, mané é mané

    “Aqui não tem nenhum mané!” – frase citada num cartaz lá no mural para funcionários do recinto onde trabalho. Logo abaixo da frase há toda uma explicação ideológica sobre não falar gírias. E óbvio, mano, que ninguém sequer tramou um abandono aos dialetos.

    Uma sociedade fugaz deixa de ser uma sociedade se não houver gírias inclusas nos mais diversos diálogos. Imagine-se sendo um senhor de idade super-educado, daqueles que ainda dizem “ósculo” e “por obséquio”, ai passa uma mina cheia de bunda ao seu lado e você provavelmente dirá: “Que piteuzinho!” – e claro que logo após emendará – “Porque posso ser surdo, mas não sou cego.” Medo de todo véio é ficar cego.

  5. Malocastreetwear “a moda vidalokajãodeser”

    Esta é a moda do momento que espalha temor entre os normais e os nerds, os tais de mauricinhos. Este termo ultimamente ficou um pouco ultrapassado devido a vários processos de Maurícios de toda parte do Brasil, o país da piada pronta (um dia eu faço uma dissertação sobre tal assunto). Essa grande faixa da população está tendenciando as pessoas de outras classes econômicas. Falando em classes econômicas, antigamente só tínhamos as classes A, B e C, hoje não sei quem inventou até a F, portanto está difícil saber quem é quem agora. Daqui a pouco estão fazendo todo alfabeto e ainda será o reformado pela língua portuguesa.

    O fato é que a moda está pegando em tudo que é lugar, se antigamente falavam que Zé Povinho e emo era igual mato, maloqueiro então está igual nuvem, você vê um todos os dias. O comércio de bonés de aba reta triplicou este ano que até gente que vendia bala no farol hoje vende boné de aba reta, de tactel, tradicional e os famosos bonés artesanais feitos de crochê que é fornecido pelas senhoras do asilo coletivo, onde todas as camas têm sinalização amarela como nos bancos do busão, existe cobrador no banheiro e eles usam o bilhete único especial.

  6. Uma chuvinha nas costas

    Vai acordar de manhã com a mesma dúvida de sempre: “Será que hoje não faz frio?” Pois é, o morador da cidade de São Paulo sofre de crises que nem mesmo o Google consegue achar explicação. Considere que às 9 da manhã o sol esteja insuportável, você de regata, bermudão e remela nos olhos segue para o Ibirapuera, chegando lá pedala um pouco e, de repente, começa uma chuva gota-de-chumbo daquelas que bastam três segundos para causar vinte pontos de alagamento. Nada demais! Afinal, você sempre anda com seu guarda-chuva anti-enxofre na mochila. Espera a chuva passar embaixo daquela passarela cheia de camêlos cobrindo barracas e então começa a pedalar novamente. Só que o sol não reapareceu. Em vez dele, veio o vento forte e gelado estilo aqueles furacões de nomes estranhos que tem nos EUA; conclusão: você é obrigado a por a blusa que obviamente também estava na mochila.

  7. Relatos do meublog.com

    Cresceu sendo um daqueles alunos que sentavam no fundo da sala de aula, mascava chiclete no volume máximo, respondia mal educadamente para a professora toda vez que ela lhe mandava calar a boca e nunca abria o caderno nem para saber quantas linhas havia em cada folha. Não satisfeito, ainda zuava todos nerdzinhos que jogavam algum RPG de vampiro no pátio e azarava qualquer garotinha que já fizesse tibum na piscina. Inspirado em Rita Lee, um belo dia ele resolveu mudar e... criou um blog.

    A criação de um blog é ditada como a saída de uma vida ranzinza para a entrada em uma vida moderna. Tão moderna que hoje tu é capaz de criar uma página em cinco cliques, sair contando para seus familiares e tornar-se um exemplo para todos: “Ah... porque Fulano tem um blog e você mal sabe amarrar os cadarços.” – uma mãe se referindo ao sobrinho perante ao seu filho mais velho.

    O dito Fulano nunca sequer leu um livro inteiro, escreve só asneiras em seus relatos e sai divulgando para Deus e o mundo suas pseudo-criações. Claro que essa assiduidade textual não durará muito tempo até porque a produção flui conforme a quantidade de temas que a mente de um indivíduo consegue reproduzir, então logo logo qualquer imagem engraçada ou vídeo no Youtube virará a sensação dos seus posts. E quando não encontrar novidade apelará para as sensações ultrapassadérrimas como a gagueira ao vivo da Ruth Lemos ou a "i'm burning, i'm burning, i'm burning".

  8. Cada um com seus problemas

    Quem nunca ouviu alguém falar a famosa frase: "Ema, ema, ema, cada um com seus problemas"? Se você nunca ouviu provavelmente já disse para algum amigo, companheiro de trabalho, namorada, ficante, rolo, pai, mãe, ufa! (quase o mundo inteiro) a seguinte frase: "O problema é teu!"

    Realmente tem gente que acha que ser psicólogo é tarefa para poucos, mas para os detentores de problemas qualquer pessoa está apta para exercer tal função. Infelizmente nossos ouvidos também foram feitos para ouvir a desgraça ou a dificuldade alheia. Eu mesmo penso assim:
    Se eu tenho um problema, o presenteado fui eu ou de certo adquiri o mesmo em suaves prestações (às vezes é a vista mesmo), mas não deixa de ser meu, portanto nada mais justo que eu mesmo resolver sem pesquisar a opinião do próximo. Ressalvo que no artigo 1 da constituição da amizade, amigos  que consideramos e temos um carinho muito grande está isento de tudo que aqui vos falo escrevo. Enfim, isso na prática não acontece na maioria dos seres humanos passíveis de massa cefálica, este por sinal insiste em delatar os problemas aos 3ºs de qualquer natureza. É surpreendente quando você pergunta a um amigo: "E aí tudo bem?" E ele: "+ ou -". Quando esses dois sinais que fora incorporado da matemática e adequado ao nosso cotidiano é representado em uma resposta como esta, pode ter certeza que existe um problema e não é aquele que sua professora da segunda série do primário lhe menistrava. Lembra?

    "Joãozinho foi a um jogo de futebol, no estádio o cachorro quente era R$ 2,50. Se o Joãozinho comprar R$ 50,00 reais de cachorro quente da para 20 comer?"

  9. Do começo ao fim...

    Segue uma história atípica corriqueira contada do fim ao começo (ou de trás para frente, como preferir).
    Então separaram-se cada qual para seu canto. O indivíduo pensante com a cabeça encostada no vidro do ônibus, experimentando mentalmente as sensações que tivera em minutos atrás. Claro que depois de ter andado algumas milhas circulando os mesmos corredores de shopping de sempre e de ter pego aquela sessão curtérrima no cinema às quatro horas da tarde. A garota que o acompanhara já estava em outra empreitada, simulando uma desculpa convincente para enganar os pais. Vai dizer, novamente, que estava na casa de uma amiga analisando criteriosa e arduamente as roupas que irão usar na próxima festinha. E assim encerrou-se mais um encontro entre dois jovens contemporâneos.

  10. Ler devia ser proibido

    Acordei com vontade de escrever - não que eu estivesse dormindo, foi só pra ilustrar bem a coisa. Às vezes isso acontece, é preguiça bloqueio mental de qualquer um que escreve ou faz qualquer coisa que o valha. Até teorizei sobre um possível curso via net pra desbloqueio escrivão. Mas creio eu que não encontraria nada em mil páginas do Google.

    Ontem ouvi isso: "Nossa, queria ser assim. Mas eu até que sou apaixonado pela minha vida, pelas baladas", coisa que me deixou injuriada, mas depois de alguns segundos as coisas voltaram ao normal. Então, parei pra pensar nessas vidas diferentes da minha. Balada, Counter Strike, planilhas, nerds, coreanos, cães, guaranás, esmaltes, patins, árvores, impressoras, fios, colégios, faculdades blábláblá Whiskas Sachê blábláblá (...), enfim, essa coisa toda diferente da minha; e cheguei a conclusão alguma.

    Até que tentei entender o motivo, razão ou circunstância que faria um cara de vinte e três anos ficar na lan-house jogando um jogo sem sentido - que não seja proliferar a violência e uma série de conflitos psicológicos no indivíduo, até o mesmo começar a acreditar que é o terrorista ou o policial e sair por aí assaltando ou pagando de justiceiro - enquanto a mãe em casa lavando a roupa, fazendo a comida e assistindo a novela das oito com os três irmãos mais novos (o quarto irmão de cima para baixo tem vinte e um anos e provavelmente está em algum barzinho com os amigos pitboys). Infelizmente eu não consegui entender o que faz um cara fazer isso.

  11. Geração Tubaína

    O futuro da nossa nação já tem a responsabilidade de conviver com o medo e enfrentar o mesmo desde seu nascimento. Se uma crianças já sofre ao nascer, imagine depois então. Vixi! Ela vem toda calminha do ventre de sua provedora e quando menos se espera, o senhor médico lhe lança um tapão na bunda pra não ficar mal acostumada. Pronto! A criança já vem ao mundo chorando. O primeiro choro de tantos outros (coitada).

    Quando se bota o filho pra dormir, a mãe chega e fala que a Cuca vai pegar, avisando que o pai foi pra roça e ela vai viajar; a criança que ainda não assistiu o Chapolin e não o conhece ficará sozinha sem ninguém para lhe defender. Quando não é a Cuca vem o Boi da Cara Preta pegador de criança que tem medo de careta. A pobre criança se vê tendo que enfrentar o seu primeiro medo: o meda da careta, senão o boizão já estará na cola dele.

  12. Verdades de uma sexta-feira 13

    Se há um dia em que todo desastre que acontece ou quaisquer bobeirinhas tornam-se uma imensa crueldade é a sexta-feira 13. Vocês acharão que estou desatualizado quanto ao tema, pois vivenciamos um destes benditos dias há pouco tempo atrás, mas de fato, acontecerá uma raridade daquelas como encontrar a garota dos seus sonhos numa partida de botcha. Deixarei o suspense para o final.

    Muito se fala sobre o surgimento dessa data tão querida, desde os mortos por heresia aos membros da Ordem dos Templários até o número de pessoas sentadas a mesa no dia da Santa Ceia. Deixemos essas especulações aos contadores de história historiadores. A veracidade é que o dia que sucede a quinta-feira 12 é capaz de causar tremores em qualquer ser supersticioso.

  13. Esperando

    Sabe uma coisa que eu acho entediante engraçada? As salas de espera. De verdade, é engraçado mesmo.
    Hoje lá estava eu, pobre sofredora do mal que todo escravo analista de atendimento sofre (tendinite), na sala de espera de uma clínica quando comecei a reparar em cada detalhe contido ali, naquele ambiente de pessoas exageradas enfermas com suas dores e cores.
    Tudo começa pela recepcionista, sempre com aquele desânimo sorriso no rosto - típico de quem quer tomar café da manhã no trabalho e recebe a resposta da chefe: toma café em casa, as 5h da manhã, antes de sair -, sempre satisfeita com o trabalho que faz. "Bom dia, me empresta a carteirinha do convênio por gentileza?". Sem querer, mas já citando as inúmeras vezes que a coitada é interrompida no preenchimento de uma simples ficha por velhinhas esperando o fisioterapeuta, é claro. "Moça, algum dia vão me chamar?"
    E então começa a espera. "Aguarde ali, na sala de espera, até alguém chamar o seu nome" e eu, educadamente me dirijo às cadeiras mais distantes da televisão - que por acaso, sempre está ligada na Tv Globinho.

  14. Criança Mimada é MARA!

    Aproveitando a deixa do texto anterior, hoje venho por meio deste dizer: As crianças de hoje em dia já nascem mandando nos pais.

    Basta nascer e eles já pedem por telepatia que querem a fralda da Turma da Mônica ou a Pampers Extra Seca, pois querem ficar mais tempo com a fralda suja - pra se sentir rebelde e já ter com que o que reclamar desde de bebezinho -, e os pais fazem o quê? Compram as duas!
    Quando elas crescem um bocadinho, lá pelo seus dois anos de idade, já desejam ser independentes e mandar mais nos pais. "Gugudadá! Eu quero um boneco do Zorro pra mim brincar!" E o pai compra. Com essa idade a criança faz de tudo; põe o dedo na tomada, toma um choque, chora, chora, chora e chora até o pai vir e falar: "Que tomada feia, né bebê? Vamos bater nela?". E o bendito do pai vai lá e dá dois tapas na tomada... A criança já sente uma felicidade tremenda. O pai super-protetor começa a  colocar protetor de tomadas em todas da casa. Compra protetor de quina de mesa, protetor disso, protetor daquilo e a casa fica tão protegida que parece até uma prisão de segurança máxima. Mas isso foi apenas mais uma exigência da criança para com a pessoa do pai. Aliás, como já disse acima quem manda são eles!

  15. Acabou nosso carnaval...

    O ano enfim começará. Digo isso porque no Brasil os dias parecem desandar somente depois do carnaval. Certo que você, um assalariado sofredor, já deve ter passado por vários transtornos nos dias que antecederam este feriado, mas vai me dizer que aquelas promessas e planos do réveillon não foram prorrogados para depois da passagem dos trios elétricos?

    Não há uma maneira de dizer carnaval sem pensar em viagens. Mesmo que seja para fazer um bate-e-volta no sítio daquele seu tio-avô só para ver a criação de andorinhas dele. Certamente, o carnaval é o período do ano que mais traz movimento de pessoas, transações corporais e monetárias para as cidades litorâneas. Capaz de cobrarem o uso do metro quadrado na areia da praia mais imprópria para o banho e a razão é simples, pois muitas famílias trazem uma dúzia de guarda-sol para protegerem até o chinelo dos raios ultravioletas.

    Especificamente no carnaval praiense você vivencia cenas, até então, inimagináveis. Tem aquela migração matinal, onde centenas de corpos e rostos de ressaca movem-se em direção a praia com suas havaianas arrastando no chão e latas de cerveja entre os dedos, e logo mais, antes mesmo do meio-dia, aparece um bêbado querendo dançar frevo com um guarda-sol. Seus dedos doendo de tanto fazer figas, torcendo para ele errar o passo e cair sentado bem em cima do ferro.

  16. School Days

    Ah, que maravilha! Agora que o ano vai começar mesmo.
    Isso me lembra que, lá nos primórdios, eu estaria ansiosíssima pra voltar às aulas de verdade - porque o ano só começa depois do Carnaval.
    Me lembro de muitas coisas esquisitas da escola, mas o que vou lembrar pro resto da vida é do tão querido Fundamental e Ginásio... Quanta coisa.
    Nós nos acostumamos com a velocidade do tempo e ele vai passando, passando e a gente nem percebe quanto tempo passou, desde a quinta série.
    Olha, eu nunca gostei de Matemática mas, se tem algo que me lembro da quinta série, obviamente é da professora de Matemática que passava a semana inteira enchendo os idiotas aluninhos de atividades, justo na sexta feira... Iludia a aula inteira, fazia pensar que íamos ter todo o final de semana pra soltar pipa, ficar na rua, comprar gelinho, quando, na verdade, havia cerca de trinta e cinco exercícios  pra dar como lição de casa, em sua mesa. É, quem nunca se decepcionou com a professora de Matemática ao ver três folhas de contas pra resolver no Sábado e Domingo? Os dias mais esperados da semana?
    Como sempre, na segunda feira, eram poucos os idiotas aluninhos que faziam corretamente a lição de casa e estes, sempre eram os que emprestavam para aqueles que não fizeram nadica.
    Nessas horas, até o aluno mais popular se vê obrigado a falar com o nerd da sala:
    - Oi, tudo bem?
    - É... Hm, tudo.
    - Então, me empresta sua lição de casa? Prometo que te convido no próximo aniversário.
    - [olhos brilhando] Empresto, empresto. [/olhos brilhando]