Universi(o)tários
Aviso: se você venera alguma Instituição de Ensino Superior, ou se é um nerd em eterna fase de vestibular, não leia as próximas linhas. Se o fizer, não me processe... minha mãe me matará!
Fevereiro... carnaval acabamos de passar pelo período crítico do vestibular: a divulgação da lista de aprovados da FUDEST FUVEST. Alguns tiveram a felicidade de ingressar nas maiores e melhores Universidades do Brasil, Universidades Públicas e algumas (poucas) Particulares; outros, com alguns trocados, garantiram suas vagas nas UNESQUINAS por aí.
É legal receber a notícia da aprovação, sentir-se felizardo e os caralho, mas... nem tudo são flores!
Fui à USP junto com um amigo, que agora também é meu “bixo”, para lhe indicar alguns caminhos e mostrar um pouco do que o espera. O rapaz estava bobo, parecia criança que acabara de ganhar um brinquedo novo. Mal sabe ele, porém, que o meio acadêmico não é esse mar de rosas todo!
Nas faculdades P.P. (pagou, passou) encontramos o problema “mercantil”, pois o objetivo delas é preparar profissionais para o mercado de trabalho, e quanto mais rápido, melhor. E nesse processo, vemos que, em diversos casos, a qualidade da formação fica prejudicada. Não podemos, entretanto, jogar a culpa (exclusivamente) no corpo docente porque há muitos professores que são formados em Universidades de renome, como PUC, Mackenzie, UNESP etc, mas que não podem disseminar seus conhecimentos da maneira como gostariam, barrados pela pressa em criar capacitados em ocupar as melhores vagas nas grandes empresas. A maior parte da culpa está, então, naqueles que financiam essas instituições. O negócio deles é o business, não o conhecimento. Os alunos não pagam para serem intelectuais, pagam por uma vaga no mercado de trabalho!
Não podemos esquecer, é claro, dos ingressantes... não são raras as notícias envolvendo estudantes que pagam para serem espancados em trotes por aí. São atacados pelos mesmo universitários que se afirmam como a "nata cultural do país". Mas as agressões, físicas e morais, não estão restritas às P.P, ocorrem também nos centros acadêmicos de respeito... ou vocês não se lembram do calouro morto na USP?
E os centros acadêmicos de respeito não fogem às críticas deste boçal que vos escreve (falei bonito agora!). No entanto, o problema dessas instituições está no relacionamento: relações entre alunos, entre alunos e docentes, entre docentes e reitoria, entre a comunidade acadêmica e governo etc.
Dizem por aí que a Universidade Pública está com as portas abertas para receber a comunidade advinda das camadas populares e blá, blá, blá... Bullshit da brava! O que mais se vê por lá são filhinhos de papai que passaram a vida inteira estudando em super colégios pagos; e, é claro, tiveram, também, uma super vantagem na hora de aplicar seus vastos conhecimentos na hora do vestibular. Afinal, é fácil concorrer com pobres que vão à escola para "causar", porque não têm o que fazer em casa, que têm aulas com professores que não dão a mínima importância à comunidade local – isso quando eles resolvem aparecer, é claro -, entre outras causas!
Não estou dizendo que não haja mérito em estudar em bons colégios e conseguir uma vaga em Universidades Públicas, ao contrário, o aluno não tem culpa alguma de ter tido um bom incentivo. O que me irrita profundamente são as divulgações acerca do aumento de ingressantes oriundos das camadas pobres, divulgações totalmente errôneas ao meu ver. E falo isso por experiência, pois na turma da qual faço parte, de dez pessoas, duas vieram de anos de escolas públicas e não têm capital para cursar o mesmo curso em boas instituições privadas. Aos olhos de quem está do lado de fora, pode não parecer, mas lá dentro é nítida essa diferença!
E não podemos esquecer, é claro, das idolatrias e dos privilégios concedidos a alguns professores e estudiosos. Arrisque-se a dizer, no curso de Letras da USP, por exemplo, que você gosta do Pasquale Cipro Neto e que odeia o Antonio Cândido! Experimenta! E tente fazer um estudo tentando não se apoiar em algum dos ídolos do seu professor... Será um #fail acadêmico sensacional.
Enfim, esses são alguns dos malefícios encontrados no meio acadêmico. Resolvi lista-los porque todo mundo só lembra da parte bonitinha das coisas, e acabam deixando os perrengues de lado! Há coisas boas na universidade, não posso negar, mas elas sempre vêm acompanhadas de coisas ruins, com tudo na vida, aliás. Agora, se você gosta de encher a cara, participar de politicagem, e se atrai por playboys, a Universidade Pública é um ótimo caminho. Mas se você gosta de estudar, o caminho não será tão fácil assim. Faça a sua escolha... você ainda pode pedir ajuda aos universitários!






































qua, 10/02/2010 - 17:19
Acho que sou uma das duas pessoas pobres citada no texto, né? Realmente não é fácil, em todo lugar você deve seguir as convenções e na universidade não é diferente. O importante é ter em mente que lá é apenas um local de passagem, o que importa é o que você fará por conta própria.
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aprenda como trocar sua foto clicando aqui.seg, 15/03/2010 - 12:06
E com certeza o Bruninho é um dos 8 restantes.. Hahahaha.. Brincadeira meu querido!
Passando pq me deu uma saudade imensa de vc e do Proibidão.. E como sempre, eu leio toodos os retroativos =) Mas agora vc me assustou acerca da faculdade.. Decidi ser um nada forever, e FIM! xD
Beeijo!
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